Siga o Olhar Digital no Google Discover
A Copa do Mundo de 2026, marcada para acontecer nos Estados Unidos, Canadá e México, promete ser o maior evento esportivo já realizado – e, segundo especialistas, também o mais prejudicial ao meio ambiente, como explica a BBC Sport.
Ofertas
Por: R$ 31,75
Por: R$ 481,00
Por: R$ 58,01
Por: R$ 94,05
Por: R$ 60,58
Por: R$ 20,79
Por: R$ 3.799,00
Por: R$ 225,90
Por: R$ 241,03
Por: R$ 237,99
Por: R$ 216,11
Por: R$ 79,90
Por: R$ 174,00
Por: R$ 37,99
Por: R$ 94,90
Por: R$ 299,90
Por: R$ 948,90
Por: R$ 2.069,90
Por: R$ 5.489,00
O torneio contará com 48 seleções e 104 partidas, 40 a mais do que nas edições anteriores. Pesquisas da Scientists for Global Responsibility estimam que o evento gerará mais de nove milhões de toneladas de CO₂, superando qualquer outro torneio em emissões de carbono.

FIFA é criticada
- A Dra. Madeleine Orr, especialista em esporte e clima da Universidade de Toronto, considera que a FIFA está enviando uma “mensagem perigosa” ao ampliar o evento enquanto promete reduzir emissões.
- “Se o novo padrão for o evento mais poluente de todos os tempos, então, sim, é um novo padrão”, ironizou.
- A federação, por sua vez, evita detalhar planos de sustentabilidade, mas reconhece que o calor extremo pode forçar ajustes no calendário global do futebol.
Leia mais
- Robôs jogam futebol na China – assista
- IA está mudando relação entre torcedores e clubes de futebol
- Câmera corporal e IA: as novas tecnologias no Mundial de Clubes

Calor extremo ameaça jogadores e torcedores
Catorze das 16 cidades-sede devem enfrentar temperaturas potencialmente perigosas durante o torneio. Em locais como Texas, Miami e Monterrey, os termômetros já ultrapassaram os 45 °C em verões recentes. “Entre meio-dia e quatro da tarde, alguns estádios serão praticamente impossíveis de jogar”, alertou Orr.
Atletas e especialistas estão preocupados. O meio-campista Enzo Fernández, do Chelsea, relatou ter se sentido “tonto e em risco” ao jogar em Nova Jersey sob 35 °C.
O ex-jogador David Wheeler, da Associação de Jogadores Profissionais, defende que o futebol assuma maior responsabilidade ambiental: “Essas organizações não deveriam lucrar se não usarem seu poder para melhorar o esporte.”
Enquanto isso, nomes como Héctor Bellerín, do Real Betis, pedem que atletas usem sua visibilidade para cobrar mudanças.
“Há mais jogos, mais viagens e condições mais duras – e nos dizem apenas para nos hidratar”, criticou. Para muitos, a Copa de 2026 será um divisor de águas não apenas no futebol, mas na relação entre o esporte e o planeta.
