Conheça o golpe de compartilhamento de tela do WhatsApp

Criminosos criam senso de urgência e solicitam que a vítima compartilhe a tela para “corrigir” um suposto problema, simulando suporte técnico
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(Imagem: Alex Photo Stock/Shutterstock)

Um novo golpe faz com que as vítimas compartilhem a tela do celular durante chamadas de vídeo no WhatsApp, permitindo que criminosos capturem códigos de verificação, senhas e outras informações sensíveis. A prática está circulando por países europeus e tem potencial para chegar ao Brasil, já que criminosos brasileiros costumam adaptar rapidamente fraudes que funcionam em outras regiões.

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“Este modus operandi já vêm sendo registrados em países europeus, como Portugal, e como as técnicas de engenharia social são facilmente replicáveis, é importante que os usuários brasileiros estejam atentos e saibam identificar esse tipo de tentativa de fraude”, explica Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina.

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Exemplo com a opção de compartilhamento de tela durante uma chamada de vídeo (Imagem: Kaspersky/Divulgação)

Veja como funciona

O golpe geralmente começa com uma ligação de alguém se passando por representante de banco, prestadora de serviços ou até um contato conhecido – um exemplo clássico de engenharia social. Durante a chamada, o criminoso cria senso de urgência e solicita que a vítima compartilhe a tela para “verificar” ou “corrigir” um suposto problema, simulando um suporte técnico.

Ao aceitar, a vítima expõe dados confidenciais exibidos no celular, como códigos de autenticação, senhas e notificações de aplicativos financeiros.

Aproveitando a visualização da tela, o criminoso pode tentar ativar o WhatsApp em outro aparelho: ao registrar o número da vítima, o WhatsApp envia um código de verificação (OTP) para o telefone – código que o fraudador consegue ver na notificação e usar para assumir a conta. 

Com isso, os golpistas passam a enviar mensagens em nome da vítima, pedir dinheiro aos contatos e ampliar o alcance da fraude. Os criminosos costumam agir com rapidez: após obter as informações, tentam finalizar transferências, alterar senhas ou bloquear o acesso da vítima às próprias contas antes que o problema seja detectado.

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Criminosos realizam transferências, alteram senhas e bloqueiam o acesso da vítima às próprias contas (Imagem: Capturas E/Shutterstock)

“Apesar de ser uma função que não é nova (lançada em agosto de 2023), a função de compartilhar a tela no WhatsApp é pouco conhecida e utilizada. De fato, é a primeira vez que vemos ataques de engenharia social abusando desse recurso. Apesar de não permitir a operação e controle remoto do dispositivo, essa função já é suficiente para que fraudadores vejam senhas, nomes de usuários e outros dados importantes”, explica Fabio Assolini.

Leia mais:

Como se proteger?

  • Ative “Silenciar Chamadas Desconhecidas” no WhatsApp: vá em Configurações > Privacidade > Chamadas e habilite a opção. Chamadas de números desconhecidos serão silenciadas e registradas no histórico, mas não tocarão no telefone;
  • Nunca compartilhe a tela do seu celular com desconhecidos, mesmo durante videochamadas;
  • Desconfie de ligações inesperadas: bancos e empresas legítimas não pedem códigos ou compartilhamento de tela;
  • Não informe códigos de verificação (OTP), PINs ou senhas a terceiros;
  • Evite usar aplicativos financeiros em dispositivos vulneráveis, como smartphones antigos ou sem atualizações de segurança;
  • Habilite autenticação de dois fatores (2FA) em todos os aplicativos financeiros e de mensagens;
  • Use ferramentas de segurança para identificar e bloquear chamadas de números suspeitos.
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Autenticação de dois fatores pode ajudar a evitar vazamento de dados pessoais (Imagem: SomYuZu/Shutterstock)

Nesta semana, a Meta anunciou ferramentas para proteger os usuários do WhatsApp e do Messenger contra possíveis golpes, como informou o Olhar Digital. No WhatsApp, haverá avisos quando alguém tentar compartilhar a tela com um contato desconhecido durante uma chamada de vídeo, ajudando a evitar o vazamento de informações confidenciais, como dados bancários ou códigos de verificação.

Bruna Barone
Bruna Barone

Bruna Barone é formada em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero. Atuou como editora, repórter e apresentadora na Rádio BandNews FM por 10 anos. Atualmente, é colaboradora no Olhar Digital.

Layse Ventura
Layse Ventura

Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.

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