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A Peste Negra, também conhecida como peste bubônica, se espalhou pela Europa e Ásia no século XIV. A doença matou milhões de pessoas, sendo responsável por uma das pandemias mais devastadoras da história humana.
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Causada pela bactéria Yersinia pestis, ela era transmitida principalmente por pulgas de roedores e provocava sintomas como febre alta, inchaço nos gânglios linfáticos e manchas escuras na pele. A doença acabou entrando para a história, mas nem todos os relatos sobre esse período podem ser verdade.

Conto foi confundido com descrição da expansão da Peste Negra
- Segundo um novo estudo, as histórias sobre como a Peste Negra se espalhou rapidamente pela Ásia, devastando as comunidades da Rota da Seda, datam de uma única fonte do século XIV.
- O problema é que elas surgiram a partir de uma interpretação equivocada de um conto literário árabe.
- Escrito pelo poeta e historiador Ibn al-Wardi, em 1348, o texto conta a trajetória de um “trapaceiro” viajante.
- No entanto, acabou sendo confundido com uma descrição da expansão da peste.
- As conclusões foram descritas em estudo publicado no Journal of Arabic and Islamic Studies.
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História não deve ser interpretada de forma literal
De acordo com os pesquisadores, o patógeno que deu origem à Peste Negra provavelmente teve suas origens na Ásia Central. Alguns historiadores, com base na narrativa encontrada no conto de Ibn al-Wardi, acreditavam que a doença se espalhou por quase cinco mil quilômetros em poucos anos.
É importante ressaltar que os deslocamentos das pessoas eram muito mais lentos naquela época, o que também dificultava o avanço das doenças. Por conta disso, o novo estudo questiona a teoria anterior sobre a origem da pandemia.

Em seu conto, Ibn al-Wardi personifica a peste como um criminoso viajante, que – ao longo de 15 anos – dizima uma região após a outra, se deslocando pela China, Índia, Ásia Central, Pérsia e, finalmente, entrando no Mar Negro e no Mediterrâneo para causar estragos no Egito e no Levante.
Todos os caminhos para a descrição factualmente incorreta da propagação da peste levam a este texto. É como se estivesse no centro de uma teia de mitos sobre como a Peste Negra se moveu pela região. EA história não é comprovada por outras crônicas contemporâneas. O texto foi escrito apenas para destacar o fato de que a praga viajou e enganou as pessoas. Não deve ser interpretado literalmente.
Nahyan Fancy, historiador da Universidade de Exeter