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Cientistas descobriram que o pulso elétrico do campo magnético da Terra flui na direção oposta ao previsto por modelos tradicionais.
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A revelação, baseada em novos dados de satélite e simulações avançadas, pode mudar como entendemos o clima espacial e suas consequências para tecnologias essenciais. As descobertas estão publicadas no Journal of Geophysical Research: Space Physics.
A magnetosfera (a bolha magnética que envolve o planeta) funciona como um escudo contra o vento solar, um fluxo contínuo de partículas emitidas pelo Sol.
Quando essas partículas colidem com o campo magnético terrestre, desencadeiam correntes e forças capazes de gerar fenômenos como auroras e tempestades que afetam satélites e redes elétricas.

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Inversão de polaridade intriga pesquisadores
- Por décadas, acreditava-se que a carga positiva se concentrava no lado da Terra voltado para a manhã e a carga negativa no lado voltado para o entardecer.
- Mas uma equipe liderada por Yusuke Ebihara, da Universidade de Kyoto, observou o oposto: o lado matutino apresenta carga negativa, enquanto o vespertino é positivo.
- O achado surgiu da análise de dados da missão Magnetospheric Multiscale (MMS), da NASA, dedicada a investigar como a energia solar é transferida para o espaço próximo à Terra durante a reconexão magnética – processo que alimenta tempestades geomagnéticas.

Impacto nos modelos e em outros planetas
Simulações complementares mostraram que, perto do equador, a polaridade se inverte em larga escala devido ao movimento do plasma guiado pelas linhas do campo magnético. Segundo Ebihara, a distribuição de carga é consequência direta desse movimento, e não de eletricidade estática.
Além de refinar modelos terrestres, os resultados podem ajudar a compreender magnetosferas gigantes como as de Júpiter e Saturno, que interagem com o vento solar de forma semelhante.
