Missão Gênesis: Trump assina plano para usar IA para acelerar pesquisas científicas

Missão Gênesis incentiva parcerias acadêmicas com setor privado de IA para acelerar descobertas científicas
Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez 25/11/2025 11:08, atualizada em 25/11/2025 21:03

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (24) uma ordem executiva que estabelece a “Missão Gênesis“, um plano para usar inteligência artificial para acelerar descobertas científicas. A ideia é direcionar os avanços da tecnologia para áreas como saúde, energia e manufatura.

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Para isso, o Departamento de Energia vai desenvolver uma plataforma de IA que usa dados científicos federais para treinar modelos destinados à pesquisa. A expectativa é acelerar descobertas científicas.

Casa Branca pretende acelerar descobertas científicas (Imagem: Governo dos EUA) – Imagem: Governo dos EUA

Missão Gênesis vai usar IA para acelerar pesquisas científicas

A ordem executiva permite que laboratórios do Departamento de Energia fechem parcerias com empresas privadas de tecnologia e acadêmicos no campo de IA para impulsionar a pesquisa científica no país. O objetivo é criar um modelo próprio, alimentado com dados científicos federais.

O Departamento já vêm realizando pesquisas em diversas áreas há décadas. A ideia é que a nova plataforma ajude a compartilhar informações entre instituições acadêmicas e privadas com mais facilidade, acelerando a aplicação prática da IA.

Segundo o Secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, em uma teleconferência com jornalistas na segunda-feira, a Missão Gênesis visa aproveitar o avanço das indústrias de tecnologia e negócios em IA e aplicá-lo a pesquisas científicas em saúde, energia, manufatura e outros setores. Ele destacou como o setor privado já usa IA em grande escala. “O que estamos fazendo aqui é simplesmente redirecionar esses esforços para focar na descoberta científica e nos avanços da engenharia”, completou.

Michael Kratsios, diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, prevê que a Missão Gênesis vai reduzir o tempo necessário para descobertas científicas.

De acordo com um documento da Casa Branca, as principais áreas beneficiadas serão biotecnologia, materiais críticos, energia de fissão e fusão nuclear, exploração espacial, ciência da informação quântica e semicondutores e microeletrônica.

Ideia é direcionar avanço da IA para setor de pesquisa (Imagem: Gumbariya/Shutterstock)

Projeto contará com colaboração entre setor público e privado

O plano prevê colaboração entre o setor público, nos laboratórios do Departamento de Energia, com o privado. Segundo uma fonte interna do governo americano que falou em anonimato à Bloomberg, empresas como Nvidia, Dell e HPE aumentarão os recursos de computação para abastecer essas instalações.

Big techs como Oracle e a própria Nvidia já vêm trabalhando com o Departamento de Energia dos EUA em computação para laboratórios públicos. Em maio deste ano, a Dell anunciou que estava desenvolvendo um supercomputador para uso no Laboratório Berkeley, na Califórnia.

A Missão Gênesis deve incentivar mais acordos deste tipo. A iniciativa já era antecipada no início deste mês e, segundo o chefe de gabinete do Departamento de Energia, Carl Coe, sinaliza que o governo Trump considera a corrida de IA tão importante quanto a corrida espacial ou o desenvolvimento da bomba atômica.

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Kratsios descreveu o projeto como “a maior mobilização de recursos científicos federais desde o programa Apollo”.

Missão Gênesis incentiva colaboração com setor privado (Imagem: Sergo2/iStock)

Promessa de reduzir custos de energia

A demanda por IA também aumentou a demanda por data centers, que consomem muita energia e levantam preocupações sobre a confiabilidade da rede elétrica. Isso sem contar a disponibilidade de energia e o preço para os consumidores.

Leia mais:

A Missão Gênesis tem um plano para isso:

  • De acordo com um relatório do próprio Departamento de Energia dos EUA, os data centers que alimentam a IA devem consumir cerca de 6,7% a 12% da eletricidade do país em 2028, um grande aumento em comparação aos 4,4% de 2023;
  • No entanto, Chris Wright afirmou que o projeto reduziria os preços da energia para consumidores ao tornar a rede elétrica mais eficiente.
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Ele não revelou como isso será feito.

Vitoria Lopes Gomez
Vitoria Lopes Gomez

Vitoria Lopes Gomez é jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e redatora do Olhar Digital.

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