Siga o Olhar Digital no Google Discover
Cientistas da Universidade de Tóquio anunciaram a possível primeira detecção direta de matéria escura – a substância invisível que compõe 85% de toda a matéria do universo. A descoberta, se confirmada, representaria um dos maiores avanços na história da astronomia e da física de partículas.
Ofertas
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
A equipe liderada por Tomonori Totani utilizou o telescópio espacial de raios gama Fermi da NASA para observar o centro da Via Láctea, região onde se concentraria a maior quantidade de matéria escura em nossa galáxia. Os pesquisadores detectaram raios gama com energia de 20 gigaeletronvolts formando uma estrutura em halo ao redor do núcleo galáctico – padrão que coincide perfeitamente com as previsões teóricas para a distribuição de matéria escura.

“Detectamos raios gama com energia de 20 gigaeletronvolts estendendo-se em uma estrutura semelhante a um halo em direção ao centro da Via Láctea”, afirmou Totani. “O componente de emissão de raios gama corresponde de perto à forma esperada do halo de matéria escura.”
A detecção baseia-se na teoria de que partículas de matéria escura, ao colidirem, aniquilam-se mutuamente produzindo radiação gama. A energia observada de 20 GeV corresponde exatamente ao que seria esperado da aniquilação das chamadas WIMPs (Partículas Massivas de Interação Fraca), principais candidatas a compor a matéria escura, com massa estimada em 500 vezes a de um próton.

Matéria escura é um dos maiores mistérios da astronomia
A matéria escura permanece um dos maiores mistérios da ciência desde que foi inferida pela primeira vez por Fritz Zwicky em 1933, quando o astrônomo percebeu que galáxias no Aglomerado de Coma não possuíam massa suficiente para se manterem coesas. Na década de 1970, Vera Rubin reforçou a evidência ao demonstrar que estrelas nas bordas de galáxias espirais giram na mesma velocidade que as do centro – algo impossível sem a presença de matéria invisível.
Leia mais:
- Objeto misterioso pode mudar o que sabemos sobre matéria escura e o Universo
- Núcleo da Terra vira pista sobre o mistério da matéria escura em novo estudo
- Supercomputador japonês simula Universo para investigar energia escura
“Se isso estiver correto, até onde eu sei, seria a primeira vez que a humanidade ‘viu’ matéria escura”, declarou Totani. “E descobriu-se que a matéria escura é uma nova partícula não incluída no modelo padrão atual da física de partículas.”
Totani reconhece que a confirmação definitiva dependerá da acumulação de mais dados, mas acredita que a descoberta já representa um marco significativo na busca por entender a verdadeira natureza do universo.
A pesquisa foi publicada no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics, abrindo novos caminhos para a compreensão dos 85% de matéria que compõem o cosmos, mas que até agora permaneciam completamente invisíveis aos olhos da ciência.