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Conforme reportado pelo Olhar Digital, o vulcão Hayli Gubbi, na Etiópia, entrou em erupção pela primeira vez em milhares de ano no último domingo (23). Ele era considerado extinto.
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Com a erupção, uma nuvem de cinzas de pelo 13 mil metros se estendeu no ar e chegou a países vizinhos.

Vulcão que entrou em erupção era considerado extinto
O Hayli Gubbi entrou em erupção por volta das 5h30 (do horário de Brasília) no domingo (23). Por volta das 17h, a fase explosiva já havia terminado.
O vulcão fica na região de Afar, no norte da Etiópia, no encontro entre a placa tectônica Arábica e as placas Núbia e Somali, que compõem a placa Africana. Vale destacar que as placas Somali e Núbia estão se separando conforme o Vale do Rift Africano divide o continente em dois, gerando uma grande atividade vulcânica.
O Hayli Gubbi, no entanto, era considerado extinto. Isso porque não se tinha registro de erupção nos últimos 11.700 anos, desde o início da era Holoceno, que começou após o fim da última era do gelo. O site Live Science lembrou que, pela área onde o vulcão estar localizado ser pouco estudada, é possível que erupções anteriores só tivessem passado despercebidas.
Arianna Soldati, vulcanóloga da Universidade Estadual da Carolina do Norte, explicou à Scientific American que, enquanto existirem condições para a formação de magma, um vulcão ainda pode entrar em erupção, mesmo que não tenha tido nenhuma em 1 mil ou 10 mil anos.

Nuvem de fumaça se espalhou para países vizinhos
A erupção do Hayli Gubbi lançou uma nuvem de cinzas de pelo menos 13.700 metros de altura. Inicialmente, ela foi levada para o nordeste, cobrindo Iêmen e Omã. Já na segunda-feira (24), a nuvem continuou se espalhando pelo norte da Índia e chegou em partes da China.
O Centro de Alerta de Vulcões de Toulouse (VAAC) detectou a pluma vulcânica via satélite. Outras imagens da erupção foram detectadas do espaço.
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Nenhuma vítima foi registrada. As preocupações atuais são com o impacto nas plantações nas regiões afetadas, que podem deixar o gado sem comida.