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Tomar uma bebida energética pode dar a sensação de “recarga” imediata. Mas, em excesso, esse estímulo pode se transformar em uma sobrecarga perigosa para o organismo.
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É o que mostra um relato de caso publicado no BMJ Case Reports, que descreve a experiência de um homem saudável, na faixa dos 50 anos, no Reino Unido, que sofreu um AVC após consumir grandes quantidades dessas bebidas diariamente.
O paciente deu entrada no hospital com dormência súbita no lado esquerdo do corpo, movimentos descoordenados e pressão arterial extremamente elevada: 254/150 mmHg — um nível compatível com crise hipertensiva.

Apesar do quadro grave, exames iniciais não apontaram fatores de risco tradicionais: ele não fumava, não bebia álcool, não usava drogas e apresentava exames laboratoriais e cardíacos normais.
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Investigação médica sem respostas claras
- Tomografias e ressonâncias revelaram espasmos nas artérias cerebrais e um infarto no tálamo, região profunda do cérebro responsável por funções sensoriais e motoras.
- Os médicos iniciaram tratamento para o AVC e prescreveram medicamentos para controlar a pressão, mas, mesmo com múltiplos remédios, os níveis continuavam perigosamente altos.
- Durante meses, a equipe buscou causas como arritmias, problemas congênitos e distúrbios de coagulação — sem sucesso.

O impacto oculto do consumo excessivo
A resposta só surgiu quando o paciente revelou beber, em média, oito energéticos por dia. Cada lata continha 160 mg de cafeína, além de estimulantes como guaraná e taurina, que podem potencializar seus efeitos.
Ao interromper o consumo, a pressão arterial caiu rapidamente e, em poucas semanas, voltou ao normal sem necessidade de medicamentos.
O homem segue com sequelas do AVC, mas mantém pressão controlada há oito anos. Para os autores do estudo, o caso reforça que o consumo excessivo — agudo ou crônico — de bebidas energéticas pode elevar o risco cardiovascular e de AVC, e que questionar esse hábito deve fazer parte da rotina médica.
