A inteligência artificial já está mudando o mercado de trabalho em 2025. Relatórios recentes indicam que milhares de demissões foram associadas diretamente à adoção acelerada dessas tecnologias.
O movimento envolve diversas grandes empresas de tecnologia e serviços, que usam a IA para reduzir custos e ganhar eficiência, ao mesmo tempo em que ajustam suas estruturas internas, segundo a CNBC.
IA e automação já fazem parte da rotina de grandes empresas, transformando funções e impactando empregos. Imagem: VesnaArt/Shutterstock
IA passa a pesar nas decisões de corte
O impacto da inteligência artificial nas demissões ganhou destaque ao longo de 2025. Segundo a consultoria Challenger, Gray & Christmas, quase 55 mil desligamentos nos Estados Unidos foram atribuídos diretamente ao uso de IA. No total, mais de 1,17 milhão de empregos foram eliminados no ano, o maior número desde a pandemia.
Esses cortes ocorreram em um cenário de pressão econômica, marcado por inflação elevada, aumento de tarifas e revisão de investimentos. Apenas em outubro, empresas anunciaram cerca de 153 mil demissões. Em novembro, foram mais de 71 mil cortes, incluindo milhares associados à automação e à inteligência artificial.
A inteligência artificial permite que grandes empresas ampliem operações com estruturas mais enxutas e estratégicas. Imagem: Tada Images/Shutterstock
Gigantes enfrentando o mesmo dilema
O avanço da IA aparece como fator comum nas decisões de várias gigantes do setor. Empresas como Amazon, Microsoft, Salesforce e IBM, entre outras, passaram a associar publicamente a tecnologia a processos de redução de equipes.
Na Amazon, executivos apontam a IA como parte central de uma estratégia voltada à eficiência operacional. A Microsoft segue caminho semelhante, relacionando os cortes à redefinição de prioridades em um cenário orientado por inteligência artificial.
A Salesforce também ajustou suas equipes ao reforçar o foco em produtos e serviços baseados em IA. Já a IBM destacou que a automação permite substituir determinadas funções administrativas, ao mesmo tempo em que cria demanda por profissionais especializados em tecnologia.
Apesar das diferenças de estratégia, o discurso converge: a IA permite manter ou ampliar operações com estruturas mais enxutas.
Cortes atuais refletem tanto a IA quanto excesso de contratações durante a pandemia, dizem especialistas. Imagem: Andrii Yalanskyi / Shutterstock.com
Tecnologia acelera ajustes já em curso
Especialistas alertam que a inteligência artificial não explica sozinha o volume de demissões.
Em certa medida, trata-se de demitir pessoas para as quais não havia uma perspectiva sustentável a longo prazo.
Fabian Stephany, pesquisador do Instituto de Internet de Oxford, à CNBC.
Segundo ele, muitas empresas usam a IA para acelerar decisões que já estavam em debate. Além disso, contratações excessivas feitas durante a pandemia também ajudam a explicar os cortes atuais.
Um estudo do MIT reforça esse cenário ao indicar que tarefas equivalentes a 11,7% da força de trabalho dos Estados Unidos já podem ser executadas por sistemas de IA, com potencial de economia de até US$ 1,2 trilhão (cerca de R$ 6,5 trilhões) em salários. Entre os impactos mais citados pelas empresas, estão:
automação de tarefas administrativas.
redução de funções repetitivas.
aumento de eficiência operacional.
redirecionamento de investimentos para IA.
O consenso entre analistas é que a inteligência artificial não é apenas uma ferramenta, mas um fator estrutural que acelera mudanças profundas no mercado de trabalho.
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Layse Ventura é jornalista (Uerj), mestre em Engenharia e Gestão do Conhecimento (Ufsc) e pós-graduada em BI (Conquer). Acumula quase 20 anos de experiência como repórter, copywriter e SEO.