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Ferramentas de inteligência artificial estão sendo usadas por grupos extremistas para ampliar a propaganda e o alcance online. A prática inclui clonagem de voz, tradução automática avançada e adaptação de conteúdos antigos para novos públicos.
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Especialistas alertam que a tecnologia facilita a disseminação ideológica, acelerando estratégias digitais e atraindo novos seguidores, segundo o The Guardian.

IA dá nova voz à propaganda extremista
Enquanto a inteligência artificial ganha espaço em áreas criativas, como música e entretenimento, pesquisadores observam um uso preocupante dessas ferramentas por movimentos extremistas. Bots de geração de voz e sistemas de tradução por IA passaram a recriar discursos e materiais históricos, ampliando o alcance das mensagens em diferentes plataformas. Segundo analistas, a mudança representa um salto em eficiência.
A adoção da tradução habilitada por IA por terroristas e extremistas marca uma evolução significativa nas estratégias de propaganda digital.
Lucas Webber, analista sênior da Tech Against Terrorism e pesquisador do Soufan Center, ao The Guardian.
O uso de modelos mais sofisticados permite manter tom, emoção e intensidade ideológica em versões adaptadas para públicos diversos.

Clonagem de voz e alcance global
Na extrema-direita neonazista, softwares de clonagem de voz tornaram-se especialmente populares. Versões em inglês de discursos históricos acumulam milhões de visualizações em redes sociais. De acordo com a Rede Global sobre Extremismo e Tecnologia (GNet), criadores extremistas recorrem a serviços como o ElevenLabs, alimentando modelos com arquivos antigos para gerar novas versões em áudio.
Esse mesmo movimento alcança grupos jihadistas. Plataformas criptografadas passaram a veicular conteúdos ideológicos narrados por vozes artificiais, transformando textos em experiências multimídia.
Entre os usos mais comuns dessas ferramentas, estão:
- clonagem de voz para recriar líderes e autores históricos.
- tradução automática avançada para múltiplos idiomas.
- adaptação de textos antigos para formatos modernos, como audiolivros.
- produção de conteúdo multimídia para redes sociais e apps criptografados.

De textos antigos a audiolivros modernos
Um exemplo citado por pesquisadores envolve a transformação de Siege, manual de insurgência escrito por James Mason, em audiolivro com auxílio de IA. O material ganhou nova circulação ao ser convertido em áudio, mantendo o conteúdo original, mas com uma apresentação atualizada. Para especialistas, esse tipo de reaproveitamento amplia o ciclo de vida da propaganda extremista.
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Joshua Fisher-Birch, analista do Counter Extremism Project, destaca que “Siege tem um histórico mais notório” por seu status de culto online e por inspirar atos violentos.
O alerta reforça a preocupação das autoridades, que veem a tecnologia como parte de uma corrida constante para conter usos abusivos.