Bateria de sódio da CATL chega em 2026: mais barata e mais segura

Baterias de sódio da CATL prometem reduzir custos e ampliar a segurança dos veículos elétricos a partir de 2026.
Por Matheus Labourdette, editado por Bruno Capozzi 01/01/2026 05h40
Advertising banner CATL Contemporary Amperex Technology Limited electric vehicle battery manufacturer, sustainable development Innovation in Battery Technology, Arnstadt, Germany - February 05, 2024
(Imagem: Victor Golmer / iStock)
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Líder global em baterias para veículos elétricos, a chinesa CATL confirmou, durante uma conferência de fornecedores realizada no domingo (28), que sua tecnologia de baterias de íons de sódio estará pronta para uso em larga escala até o fim de 2026.

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A companhia planeja aplicar a solução em serviços de troca de baterias, carros de passeio, veículos comerciais e sistemas de armazenamento de energia, com a promessa de reduzir custos, elevar a segurança e melhorar o desempenho em climas frios.

Baterias de sódio da CATL: pontos-chave

  • Implantação em larga escala prevista até o final de 2026.
  • Aplicações incluem troca de baterias, veículos de passageiros, comerciais e armazenamento.
  • Marca Naxtra traz células com densidade energética declarada de 175 Wh/kg.
  • Desempenho estável do frio intenso (-40°C) ao calor (70°C) e foco em recarga mais rápida.
  • Primeira a cumprir o novo padrão de segurança chinês, válido a partir de 1º de julho de 2026.
A chinesa CATL é líder global em baterias de carros elétricos (Imagem: THINK A / Shutterstock.com)

A CATL domina o mercado global de baterias para veículos elétricos, com 38,1% de participação até outubro de 2025, segundo a SNE Research. BYD aparece em segundo lugar, seguida por LG Energy Solution, CALB e Gotion. Em um cenário competitivo, a aposta nos íons de sódio é estratégica: trata-se de uma química considerada mais acessível que as tradicionais de lítio e, assim como as LFP, com reputação de maior estabilidade térmica e custo potencialmente menor.

Desempenho, segurança e mercado: o que muda com o sódio

Em abril, a empresa apresentou a marca Naxtra, com células que, segundo a fabricante, alcançam densidade energética de 175 Wh/kg — desempenho na faixa de algumas das melhores LFP. A CATL também afirma que suas baterias de sódio funcionam de forma confiável entre -40°C e 70°C, um ganho importante para usuários em regiões frias, onde a autonomia e a velocidade de recarga tendem a cair nos dias gelados.

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As células Naxtra alcançam densidade energética de 175 Wh/kg, próxima às melhores baterias LFP, e já cumprem o novo padrão chinês de segurança. (Imagem gerada por
inteligência artificial. ChatGPT/Olhar Digital)

A companhia já havia indicado em setembro que os novos conjuntos permitem uma autonomia elétrica superior a 500 km e estão prontos para produção em massa. Além disso, as baterias de sódio Naxtra foram as primeiras a cumprir os requisitos do novo padrão de segurança para baterias de tração da China (GB 38031-2025), que entra em vigor em 1º de julho de 2026.

Para a empresa, a transição tem alcance sistêmico: “reduz de forma eficiente a dependência de recursos de lítio e fortalece a base das novas tecnologias de energia, promovendo a utilização energética da ‘dependência de um único recurso’ para a ‘liberdade energética’”, diz a CATL. A visão mira tanto a cadeia de suprimentos — ao diversificar matérias-primas — quanto a experiência do usuário, com promessa de maior previsibilidade de alcance e recarga em temperaturas extremas.

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Como já explicamos aqui no Olhar Digital, a aposta no sódio também dialoga com modelos de negócio em expansão, como serviços de troca rápida de baterias, além de aplicações estacionárias, que exigem robustez, segurança e bom custo por ciclo. Se o cronograma se confirmar, consumidores poderão ver carros elétricos mais acessíveis, com melhor desempenho em climas frios e um ecossistema de recarga mais versátil — especialmente em mercados sensíveis a custos e sazonalidade climática.

Essa matéria usou informações do portal electrek.

Redator(a)

Matheus Labourdette é redator(a) no Olhar Digital

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.