Neuralink mira produção em grande escala de implantes cerebrais

Neuralink quer automatizar cirurgias e ampliar produção de implantes cerebrais, tecnologia busca aumentar a autonomia de pessoas com paralisia
Beatriz Campos02/01/2026 14h38
Chip cerebral
Tecnologia é uma das grandes esperanças para que pessoas paraplégicas recuperam movimentos por meio de aparelhos (Imagem: Kemarrravv13 / Shutterstock.com)
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A Neuralink, empresa de implantes cerebrais de Elon Musk, pretende iniciar a produção em grande volume de seus dispositivos de interface cérebro-computador e adotar um procedimento cirúrgico totalmente automatizado em 2026, afirmou Musk em publicação na plataforma X na quarta-feira.

De acordo com a Reuters, a empresa iniciou testes em humanos em 2024, após solucionar preocupações de segurança levantadas pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA), que havia rejeitado inicialmente sua solicitação em 2022.

Aplicações e primeiros resultados

Desenvolvidos para auxiliar pessoas com condições como lesão na medula espinhal, os implantes já foram usados pelo primeiro paciente para:

  • Jogar videogames;
  • Navegar na internet;
  • Publicar em redes sociais;
  • Mover um cursor em um laptop.
Nolan Arbaugh
Noland Arbaugh foi o primeiro paciente da Neuralink a receber um chip no cérebro (Imagem: Reprodução/X/Neuralink)

Em setembro, a Neuralink afirmou que 12 pessoas no mundo com paralisia grave receberam seus implantes cerebrais e estavam usando-os para controlar ferramentas digitais e físicas por meio do pensamento. A empresa também captou US$ 650 milhões em uma rodada de investimento realizada em junho.

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No início de dezembro de 2025, a Neuralink afirmou que pessoas com seu chip cerebral implantado passaram a controlar braços robóticos unicamente com o pensamento. A demonstração pública mais recente foi feita por Rocky Stoutenburgh — paraplégico desde 2006 —, que em vídeo se aproxima do braço robótico, o traz até o rosto e o beija, mostrando a precisão do controle mental.

A tecnologia desenvolvida pela empresa faz a conexão entre o sistema nervoso da pessoa e um dispositivo conhecido como interface cérebro-computador (ICC), o qual tem a capacidade de interpretar a atividade cerebral do paciente. Veja mais detalhes!

Redator(a)

Beatriz Campos é redator(a) no Olhar Digital