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A SpaceX iniciará em 2026 uma das maiores manobras orbitais já realizadas: aproximadamente 4.400 satélites de sua constelação Starlink descerão de sua altitude atual, de 550 km, para cerca de 480 km acima da Terra.
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O movimento em massa, anunciado por um executivo da empresa, tem como objetivo principal aumentar a segurança espacial diante da redução da atividade solar e do crescente congestionamento na órbita terrestre.
A decisão, explicada por Michael Nicolls, vice-presidente de engenharia da Starlink, está diretamente ligada ao ciclo solar. Com a aproximação do mínimo solar — previsto para cerca de 2030 —, a atmosfera superior da Terra se torna menos densa, reduzindo drasticamente o arrasto atmosférico que ajuda a remover satélites desativados.

Um satélite defeituoso que levaria anos para decair naturalmente na altitude atual poderá fazê-lo em questão de meses na órbita mais baixa.
“Se um satélite falhar em órbita, queremos que ele saia de órbita o mais rápido possível”, escreveu Nicolls via X. “Essas ações melhorarão ainda mais a segurança da constelação.”
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Órbita baixa está disputada por satélites
O contexto é crítico. A órbita terrestre baixa (LEO) está se tornando uma das regiões mais movimentadas do espaço. A própria Starlink, com quase 9.400 satélites operacionais, responde por cerca de dois terços de todos os satélites ativos.

Além dela, outras megaconstelações estão em implantação, como os projetos chineses que preveem mais de 10 mil satélites cada. A migração para uma altitude abaixo de 500 km, onde há menos satélites e detritos planejados, reduz estatisticamente o risco de colisões.
A frota da SpaceX tem um histórico notável de confiabilidade, com apenas dois satélites inativos atualmente em órbita. A manobra planejada para 2026, que envolverá quase metade de sua constelação, demonstra uma abordagem para a manutenção da frota, transformando uma mudança inevitável — o ciclo solar — em uma oportunidade para reforçar a segurança de longo prazo de suas operações.