Satélite militar sofre colisão no espaço com “partícula” e perde contato

Satélite militar espanhol de 2 bilhões de euros é atingido por detrito espacial durante sua jornada à órbita final
Lucas Soares06/01/2026 12h38, atualizada em 06/01/2026 20h59
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O satélite de comunicações militares SpainSat NG-2, um ativo de 2 bilhões de euros que integrava um sistema avançado de comunicações governamentais europeu, sofreu uma colisão no espaço e pode estar inoperante.

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De acordo com um comunicado do Grupo Indra, acionista majoritário da operadora Hisdesat, o equipamento foi atingido por uma “partícula espacial” quando estava a aproximadamente 50 mil quilômetros de altitude — bem acima da órbita geoestacionária, seu destino final.

  • O SpainSat NG-2 havia sido lançado com sucesso por um foguete Falcon 9 da SpaceX em 23 de outubro do ano passado, a partir da Flórida.
  • Sua missão era completar uma constelação dupla ao lado do SpainSat NG-1 (lançado em janeiro) para fornecer comunicações seguras ao Ministério da Defesa da Espanha. Ambos os satélites foram construídos pela Airbus.
  • Após o lançamento, o NG-2 estava em uma fase de transferência lenta rumo à posição geoestacionária, a cerca de 36 mil quilômetros da Terra, quando o incidente ocorreu.
Imagem: Dotted Yeti/Shutterstock

Satélite tem paradeiro desconhecido

A Hisdesat, que opera o sistema em nome do governo espanhol, afirmou que implementou imediatamente um plano de contingência para garantir que o Ministério da Defesa e outros clientes não sofram interrupções nos serviços. A empresa, contudo, não divulgou o paradeiro atual do satélite nem a natureza exata da partícula que o atingiu — termo que frequentemente se refere a detritos espaciais ou micrometeoroides.

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Equipes técnicas estão analisando os dados disponíveis para determinar a extensão dos danos. O comunicado do Grupo Indra deixou claro que, se necessário, o satélite será substituído “o mais rápido possível”, embora não tenha detalhados prazos ou os custos envolvidos nessa reposição. O ocorrido destaca os riscos crescentes do congestionamento orbital para ativos espaciais críticos e de alto valor.

Lucas Soares
Editor(a)

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.

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