Por que o soluço surge do nada no dia a dia?

A ciência explica por que temos soluço, como ele envolve nervos e respiração e por que pode atrapalhar foco e produtividade
Por Roberta Patriota, editado por Bruno Capozzi 06/01/2026 05h34
Por que o soluço surge do nada no dia a dia?
Entender o soluço ajuda a recuperar foco e conforto no dia a dia – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)
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Ficar com soluço parece algo bobo, mas quando ele aparece no meio do trabalho, dos estudos ou de uma conversa importante, vira um verdadeiro sabotador do foco. A boa notícia é que a ciência já entende bem por que isso acontece e mostra caminhos simples para resolver, e até evitar, esse pequeno curto-circuito do corpo. É o que explicam os estudos publicados na PubMed.

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O que a ciência explica sobre a causa do soluço?

Pesquisas clínicas reunidas em bases como PubMed mostram que o soluço é um reflexo involuntário ligado a um circuito neurológico específico. Ele envolve o diafragma, o nervo frênico, o nervo vago e áreas do cérebro responsáveis pela respiração, sendo ativado por estímulos simples como distensão do estômago, estresse ou mudanças rápidas na respiração.

Os estudos também classificam o soluço como uma arritmia respiratória transitória, geralmente benigna e autolimitada. Essa explicação ajuda a entender por que técnicas que regulam a respiração, aumentam o dióxido de carbono no sangue ou estimulam o nervo vago costumam interromper o episódio, algo amplamente observado e documentado na literatura médica.

Por que o soluço surge do nada no dia a dia?
O soluço é um reflexo neurológico involuntário ligado à respiração – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

Por que entender o soluço ajuda na saúde e na produtividade?

Quando o soluço surge, ele interrompe a respiração, a fala e até o raciocínio por alguns segundos repetidos. Pode parecer pouco, mas essa quebra constante tira a concentração e gera desconforto físico. Entender o que está por trás disso ajuda a agir rápido e voltar ao ritmo normal.

Além disso, saber diferenciar um soluço comum de algo persistente evita ansiedade desnecessária e contribui para uma relação mais consciente com o próprio corpo.

Como aplicar esse conhecimento no dia a dia?

Sabendo que o soluço envolve respiração e nervos, faz sentido que muitas soluções funcionem justamente regulando esses sistemas. Controlar a respiração, desacelerar ao comer e evitar excessos são atitudes simples que já reduzem bastante as crises.

Esses cuidados também impactam outros hábitos, como digestão melhor, menos desconforto abdominal e mais atenção plena durante as refeições.

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Quais estratégias simples ajudam a parar o soluço?

Antes de partir para “truques aleatórios”, vale apostar em técnicas que fazem sentido do ponto de vista fisiológico. Elas ajudam a reorganizar a respiração e acalmar os nervos envolvidos no reflexo do soluço, potencializando o alívio.

  • Prender a respiração por alguns segundos
  • Beber água gelada em pequenos goles
  • Respirar fundo usando o abdômen
  • Comer algo levemente doce ou azedo
  • Sentar e relaxar o corpo por alguns minutos
Por que o soluço surge do nada no dia a dia?
Ciência explica por que controlar a respiração ajuda a parar o soluço – (Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/Olhar Digital)

O que muda quando cuidamos melhor desses sinais do corpo?

Entender respostas simples como o soluço reforça um ponto importante: o corpo dá sinais o tempo todo. Quanto mais a gente aprende a interpretá-los, mais fácil fica manter saúde, foco e equilíbrio emocional.

Esse tipo de autoconhecimento, aliado à ciência, melhora a forma como lidamos com pequenos desconfortos e abre espaço para uma rotina mais produtiva e consciente no longo prazo. No fim das contas, ciência, tecnologia e atenção ao próprio corpo caminham juntas para uma vida mais leve, eficiente e equilibrada, até nos detalhes que parecem simples, como um soluço inesperado.

Colaboração para o Olhar Digital

Roberta Patriota é colaborador no Olhar Digital

Bruno Capozzi é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e mestre em Ciências Sociais pela PUC-SP, tendo como foco a pesquisa de redes sociais e tecnologia.