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A ideia de que a Microsoft teria rebatizado o Office como “Microsoft 365 Copilot” circulou pelas redes sociais nos últimos dias. A confusão, que se espalhou por Reddit, Hacker News e X/Twitter, pareceu plausível porque a empresa vem colando o nome Copilot em praticamente tudo. Mas, como explica o editor Tom Warren, do The Verge, o pacote Office não mudou de nome.
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O problema, diz Warren, não está no Office em si, mas no caminho tortuoso de rebranding que a Microsoft trilhou nos últimos anos. Mudanças sucessivas, nomes reaproveitados e explicações truncadas criaram um cenário no qual até usuários atentos se perdem.
Confusão sobre o Office não é nova – é fruto de anos de decisões ruins de branding da Microsoft
Para começar, o pacote Office continua existindo como Microsoft 365, nome adotado em 2022. Nada disso mudou agora. O que mudou foi outra coisa: o aplicativo que funciona como hub (aquele usado para acessar Word, Excel, PowerPoint e, mais recentemente, recursos de IA). É aí que a história começa a embolar.

Esse aplicativo surgiu em 2019 com um nome simples: Office. A missão era empurrar as versões online dos programas. Depois, a Microsoft decidiu alinhar o discurso e passou a chamá-lo de Microsoft 365 app. Até aqui, já havia espaço para confusão entre “pacote” e “aplicativo”, mas o cenário ainda era administrável.
Em novembro de 2024 veio o passo mais ruidoso: a empresa anunciou que esse aplicativo seria renomeado para Microsoft 365 Copilot. A mudança de nome e de ícone começou a chegar aos usuários em 15 de janeiro, no Windows, iOS e Android. Para quem não acompanhou esse histórico, parecia uma virada repentina. Na prática, era só mais uma camada.
O empurrão final para o mal-entendido veio do próprio site da empresa. Ao acessar o “Office.com”, usuários passaram a ver uma saudação ao “aplicativo do Microsoft 365 Copilot”, acompanhada de uma explicação confusa: “aplicativo Microsoft 365 Copilot (anteriormente Office)”. A frase soa como se o Office tivesse sido rebatizado quando, na verdade, a referência é apenas ao aplicativo antigo, não ao pacote de programas.

O resultado é um nó semântico: Microsoft 365 continua sendo o nome do pacote por assinatura, enquanto Microsoft 365 Copilot é o nome do aplicativo que dá acesso a ele. Para completar, a Microsoft ainda vende o Office 2024, versão avulsa, sem assinatura e sem recursos de nuvem. Três nomes, três produtos diferentes, convivendo ao mesmo tempo.
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Questionada pelo The Verge sobre a confusão, a Microsoft se recusou a comentar oficialmente. Conhecendo o histórico da empresa, escreve o editor, não seria surpresa se o Copilot fosse rebatizado outra vez “do jeito mais Microsoft possível”.