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A CES 2026 começa oficialmente nesta terça-feira (06), em Las Vegas, nos EUA. Mas a feira já entrou em cena antes mesmo da abertura dos pavilhões. Grandes empresas anteciparam anúncios, usaram eventos paralelos e keynotes para ditar o tom do que vem por aí e deixaram claro que este não é um ano de promessas vagas. A tecnologia já chegou com produto, chip e cronograma.
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O início do evento aponta para uma CES menos deslumbrada com conceitos distantes e mais focada em colocar inteligência artificial (IA) para funcionar no mundo real. De um lado, infraestrutura pesada para sustentar a corrida da IA. Do outro, TVs, eletrodomésticos, robôs e dispositivos pessoais tentando transformar essa potência em algo visível, útil e cotidiano.
CES 2026 começa sob o peso da IA e dos chips que sustentam essa corrida
Antes mesmo do público circular pela feira, a Nvidia assumiu o protagonismo da abertura. Num keynote antecipado, o CEO da empresa, Jensen Huang, apresentou a Vera Rubin, nova arquitetura de chips da empresa, que entra em produção antes do prazo originalmente previsto. O recado foi: a base da próxima fase da IA já está em construção.

Segundo a Nvidia, a Vera Rubin representa um salto relevante em relação à geração anterior, a Blackwell. A promessa é de mais de três vezes o desempenho, com capacidade de rodar inferências (o “raciocínio” da IA) até cinco vezes mais rápido, além de ganhos importantes em eficiência energética. Em outras palavras: mais poder de cálculo, gastando menos energia para entregar resultados mais rápidos.
Huang descreveu a plataforma como um conjunto de seis chips que funcionam juntos como um supercomputador de IA. A ideia é dar conta de um problema que cresce rápido: modelos cada vez maiores, mais complexos e capazes de agir de forma autônoma. “A quantidade de computação necessária para a IA está disparando”, disse o executivo ao público, ao justificar o avanço.
Esse movimento não é teórico. A Nvidia já confirmou que a nova arquitetura será usada por grandes nomes do setor, como Amazon Web Services, OpenAI e Anthropic, além de centros de pesquisa científica. A leitura de fundo é: depois de um ano de receitas recordes puxadas por data centers, a indústria está dobrando a aposta na IA. E usando a CES 2026 como palco para mostrar que essa engrenagem já está girando.
Produtos já apresentados mostram a CES 2026 voltada à casa conectada, robôs e novos formatos de uso
Se os chips mostram o alicerce, os produtos apresentados até agora revelam onde essa tecnologia quer chegar. A casa conectada aparece como um dos principais focos da CES 2026, com TVs, eletrodomésticos e robôs tentando ir além da conectividade básica e assumir funções mais ativas no dia a dia.

As TVs seguem como vitrine dessa transformação. A LG chamou atenção ao reviver sua linha Wallpaper TV, agora no modelo OLED evo W6, com apenas nove milímetros de espessura e instalação totalmente rente à parede. A tela recebe o sinal de vídeo sem fio, reduzindo cabos visíveis e reforçando a ideia de que a TV é parte do ambiente, não um bloco tecnológico isolado.
Na mesma linha estética, a empresa apresentou a LG Gallery TV, voltada ao conceito de “TV-quadro”. A proposta é disputar espaço com modelos que priorizam design e uso decorativo, com telas pensadas para reduzir reflexos e exibir obras de arte ou cenas estáticas quando não estão sendo usadas para assistir a conteúdo.
Os eletrodomésticos também avançam nessa direção. Geladeiras inteligentes ganham mais sensores, telas e automação, prometendo facilitar tarefas do cotidiano e integrar melhor a cozinha ao ecossistema digital da casa. A ideia não é apenas conectar, mas antecipar ações e reduzir fricções em atividades rotineiras.

Já no campo da robótica, a CES 2026 mostra uma transição importante. A LG apresentou o CLOiD, robô doméstico com braços articulados capaz de executar tarefas como dobrar roupas, organizar objetos e atuar como um hub móvel da casa. Ainda que a eficiência prática precise ser provada, o foco sai da curiosidade tecnológica e se aproxima do uso real.
Esse mesmo movimento aparece no setor industrial e humanoide. A Boston Dynamics anunciou a integração da IA Gemini, do Google, ao robô Atlas. Com isso, o objetivo é permitir que o robô compreenda comandos em linguagem natural, se adapte a ambientes desconhecidos e execute tarefas menos previsíveis. É um passo para tirar esses sistemas dos laboratórios e levá-los ao trabalho cotidiano.
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A CES também abre espaço para novos formatos de dispositivos pessoais. O Galaxy Z TriFold, por exemplo, aposta num design dobrável que se expande até o tamanho de um tablet, com foco em produtividade. Já o Clicks Communicator segue o caminho oposto: um aparelho com teclado físico, recursos limitados e proposta explícita de reduzir distrações, funcionando como alternativa ao smartphone tradicional.
No conjunto, o início da CES 2026 desenha um cenário claro. A IA deixa de ser apenas discurso e começa a aparecer em camadas: na infraestrutura que a sustenta e nos produtos que tentam torná-la invisível, integrada e cotidiana. A feira começa, assim, empenhada em mostrar como essa tecnologia pretende, de fato, morar com a gente.
(Essa matéria usou informações de Business Insider e The Verge.)