Siga o Olhar Digital no Google Discover
Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram visualizar em tempo real e em detalhes tridimensionais o processo de “respiração” das plantas. Cientistas da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign desenvolveram uma ferramenta inédita que flagra o movimento de abertura e fechamento dos estômatos — os minúsculos poros que funcionam como a “boca” das folhas — enquanto mede com precisão as trocas gasosas com o ambiente.
Ofertas
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 349,90
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 205,91
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 7,60
Por: R$ 21,77
Por: R$ 16,63
Por: R$ 59,95
Por: R$ 7,20
Por: R$ 139,90
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
O estudo, publicado na revista Plant Physiology, abre uma nova janela para a fisiologia vegetal, com implicações diretas para o futuro da agricultura e a segurança alimentar em um clima em mudança.
O feito foi possível graças à integração de várias tecnologias de ponta. Um sistema de imagem tridimensional a laser gera retratos detalhados das células vivas, enquanto sensores ultraprecisos quantificam cada molécula de dióxido de carbono absorvida e de vapor d’água liberada.

Tudo isso ocorre dentro de uma câmara que replica com fidelidade condições ambientais variáveis, como intensidade de luz, temperatura e umidade. Esse controle rigoroso é essencial, pois os estômatos reagem instantaneamente a essas variáveis, um comportamento que antes escapava à análise em tempo real.
“Boca das plantas” pode mudar o futuro da agricultura
A relevância da descoberta vai muito além do laboratório. O mecanismo estomático representa o equilíbrio vital entre crescimento e sobrevivência no reino vegetal.
Leia mais
- Como essa planta indígena pode ser usada no tratamento contra doença viral?
- Plantas estão se espalhando pela Antártida – e isso não é nada bom
- Por que plantas ajudam no calor e deixam o ambiente mais fresco?
Para realizar a fotossíntese, a planta deve abrir seus poros e absorver CO₂, ação que inevitavelmente a desidrata. Em condições de seca, fechar os estômatos conserva água, mas à custa de parar de crescer. Compreender com exatidão esse processo é, portanto, a chave para um dos maiores desafios da agricultura moderna: produzir mais comida com menos água.

A nova técnica funciona como um potente microscópio fisiológico. Ela permitirá aos cientistas decifrar os sinais genéticos e bioquímicos que comandam a eficiência no uso da água.
O objetivo final é direto: identificar e cultivar variedades de plantas que mantenham alta produtividade mesmo sob estresse hídrico. Em um cenário de mudanças climáticas onde a escassez de água se intensifica, essa capacidade pode transformar a segurança alimentar global, pavimentando o caminho para culturas resilientes que demandem menos irrigação para produzir alimentos e biocombustíveis.