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A CES 2026 evidenciou uma mudança no foco da mobilidade aérea pessoal. Em vez de reforçar promessas de carros voadores e táxis aéreos urbanos, o evento concentrou atenção em eVTOLs ultraleves, individuais e sem exigência de licença, apresentados como dispositivos de uso pessoal e recreativo.
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Os modelos exibidos seguem uma lógica diferente da aviação tradicional. São veículos compactos, com autonomia limitada e operação em baixa altitude, enquadrados em normas mais flexíveis, como a FAA Part 103, nos Estados Unidos. A proposta é reduzir custos e barreiras regulatórias, ainda que isso implique restrições claras de alcance e aplicação prática.
CES 2026 destaca eVTOLs como gadgets de voo pessoal
Os eVTOLs ultraleves apresentados na feira compartilham características semelhantes: voos curtos, operação simplificada e foco em usuários sem formação aeronáutica. Em vez de soluções de transporte urbano, os fabricantes apostam na ideia de voo pessoal acessível, mais próxima do entretenimento tecnológico do que da mobilidade cotidiana.
Entre os principais destaques estiveram o RICTOR X4 Air Mobility Pod, o SKYRIDER X1 e o LEO JetBike, que dividiram espaço com scooters voadores e outros conceitos híbridos. Em comum, todos buscam contornar entraves regulatórios históricos que dificultaram, até agora, a popularização do voo individual.
RICTOR X4 aposta em portabilidade e operação sem licença
A RICTOR apresentou na CES 2026 o X4 Air Mobility Pod, um eVTOL ultraleve dobrável voltado ao uso individual. O modelo foi projetado para ser armazenado em espaços reduzidos, com volume aproximado de 1,2 metro cúbico quando dobrado, permitindo transporte em veículos comuns e dispensando infraestrutura aeronáutica dedicada.
De acordo com a empresa, o X4 se enquadra nas regras da FAA Part 103, o que permite sua operação legal nos EUA sem licença de piloto e sem certificação de aeronavegabilidade. Essa classificação impõe limites técnicos, mas também reduz custos e complexidade. O eVTOL tem capacidade de carga de até 100 kg, velocidade máxima de 80 km/h e autonomia estimada em 20 minutos de voo por carga.
O sistema utiliza uma configuração de quatro eixos com oito hélices dobráveis de fibra de carbono, além de um algoritmo de balanceamento dinâmico que ajusta os motores em tempo real para manter estabilidade. Entre os recursos citados estão planejamento automático de rotas, pouso com um toque e monitoramento contínuo do voo. Para emergências, a RICTOR afirma que o X4 conta com paraquedas de acionamento instantâneo.

Com preço de lançamento anunciado em US$ 39.900, o X4 se posiciona como uma opção de entrada no segmento de voo pessoal, especialmente voltada a entusiastas de drones e tecnologias experimentais.
SKYRIDER X1 amplia o conceito de veículo híbrido
Além do X4, a RICTOR também exibiu o SKYRIDER X1 Flying Motor, um veículo híbrido que combina elementos de microcarro e drone. O modelo possui quatro eixos, oito hélices, duas rodas principais e rodas auxiliares dobráveis para estabilidade no solo.
O SKYRIDER X1 adota sistemas semelhantes aos do X4, incluindo decolagem e pouso automáticos, gerenciamento de rotas e controle por joystick. A proposta é oferecer uma experiência de voo ainda mais simplificada, reforçando a estratégia da empresa de explorar o segmento de mobilidade aérea ultraleve como extensão de seus produtos de micromobilidade elétrica.
LEO JetBike elimina hélices expostas e limita altitude
Já a LEO Flight levou à CES 2026 o Solo JetBike, um eVTOL com visual inspirado em motocicletas e proposta técnica distinta. O modelo substitui hélices abertas por um sistema de propulsão elétrica com dutos, que, segundo a empresa, aumenta a segurança e torna o uso mais intuitivo para pessoas sem experiência aeronáutica.

O JetBike também foi desenvolvido para operar sob a FAA Part 103, dispensando licença de piloto nos EUA. A LEO Flight informa que o veículo atinge velocidade próxima de 60 mph (cerca de 96 km/h) e oferece autonomia entre 10 e 15 minutos. O software embarcado limita a altitude a aproximadamente 4,5 metros, reforçando o perfil de voo controlado e de curta duração.
Descrito pela fabricante como um “air speeder” elétrico, o JetBike pode ser carregado em uma garagem residencial e não exige infraestrutura especializada. Com preço estimado em torno de US$ 100 mil, o modelo se posiciona como um dispositivo recreativo de alto padrão, mais associado a experiências pontuais do que a deslocamentos práticos.
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Avanços técnicos, aplicações restritas
Os lançamentos da CES 2026 indicam que o voo pessoal elétrico continua evoluindo, mas dentro de limites bem definidos. Os eVTOLs ultraleves priorizam acessibilidade, simplicidade e redução de custos, ao mesmo tempo em que operam com autonomia curta, baixa altitude e restrições operacionais significativas.
Para entusiastas, esses veículos representam novas possibilidades tecnológicas. Para cidades, reguladores e usuários em busca de alternativas reais de transporte, eles ainda permanecem fora do centro da discussão sobre mobilidade aérea urbana.