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A NASA avalia antecipar o retorno da missão Crew-11, que está na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). A intenção vem após uma “preocupação médica” sobre um tripulante levar ao adiamento de uma caminhada espacial prevista para esta semana. No entanto, a agência espacial não detalhou o caso.
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Segundo a NASA (via Space), o astronauta afetado está estável. Porém, o episódio abriu a discussão sobre encerrar a missão nos próximos dias. A decisão, ainda em análise, segue protocolos de contingência. A agência deve divulgar atualizações sobre o caso entre esta quinta (08) e sexta-feira (09).
NASA prioriza segurança e avalia encerramento prematuro da missão Crew-11
O alerta veio na tarde de quarta-feira (07). A NASA anunciou o adiamento da caminhada espacial marcada para quinta após identificar uma preocupação médica a bordo da ISS. A agência reforçou que o estado do tripulante é estável, mas evitou qualquer detalhe adicional.

O silêncio não indica gravidade escondida; é protocolo. Em missões tripuladas, a privacidade médica é preservada mesmo diante de decisões operacionais relevantes.
Com isso, entrou em cena o plano B. A NASA informou que avalia todas as opções, incluindo antecipar o retorno da Crew-11. “Conduzir missões com segurança é nossa maior prioridade”, disse a agência, lembrando que retornos antecipados fazem parte do treinamento para situações de contingência.
Nada está decidido. O que existe é monitoramento contínuo e a promessa de uma nova atualização oficial em até 24 horas, quando o cenário clínico e operacional estiver mais claro.
Retorno antecipado ocorre na reta final da missão e impacta manutenção da ISS
A Crew-11 é formada por Zena Cardman e Michael Fincke (NASA), Kimiya Yui (JAXA) e Oleg Platonov (Roscosmos). O grupo chegou à ISS em 2 de agosto de 2025 e está na fase final de uma estadia planejada de seis meses. Ou seja, antecipar o retorno não mudaria muito o tempo total da missão.

O adiamento da caminhada espacial, porém, afeta a manutenção da estação. A caminhada cancelada teria seis horas e meia; e seria feita por Cardman e Fincke para preparar canais de energia que receberão os novos painéis solares iROSA. Esses módulos ampliam a oferta de energia e são peça-chave para a futura retirada da ISS de órbita, com queda controlada na Terra.
Havia ainda um marco pessoal em jogo. Fincke igualaria o recorde de dez caminhadas espaciais realizadas por um astronauta da NASA. O feito fica para depois, assim como a incerteza sobre o calendário de janeiro, que incluía outra EVA (sigla para Atividade Extraveicular, termo técnico para caminhada espacial) no dia 15, dedicada à troca de câmeras e à instalação de auxílios de navegação.
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Mesmo com a possível saída da Crew-11, a estação não ficaria vazia. Outros três tripulantes (Christopher Williams e os cosmonautas Sergey Kud-Sverchkov e Sergei Mikayev) permanecem a bordo, após chegarem em novembro de 2025 numa nave Soyuz. A operação segue, enquanto a NASA decide o próximo passo.