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A NASA anunciou nesta quinta-feira (8) um evento inédito em mais de duas décadas de operação da Estação Espacial Internacional (ISS): o encurtamento de uma rotação de tripulação devido a um problema médico com um dos astronautas. Apesar da situação, a agência espacial norte-americana assegura que o cronograma da aguardada missão Artemis 2, que levará humanos de volta à vizinhança da Lua, permanece firme.
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A decisão, divulgada pelo administrador da NASA, Jared Isaacman, envolve o retorno antecipado à Terra dos membros da missão Crew-11. É a primeira vez que uma troca de equipe na estação orbital é interrompida por motivos de saúde. Detalhes específicos sobre a condição do astronauta não foram divulgados, preservando sua privacidade.

Em coletiva de imprensa, Isaacman foi enfático ao separar as operações. “Essas seriam campanhas totalmente separadas neste momento”, afirmou. “Não há motivos para acreditar que haverá qualquer sobreposição que precisemos resolver.” A declaração busca acalmar possíveis temores de que o imprevisto na ISS cause novos atrasos no já adiado programa Artemis.
A missão Artemis 2, marcada para uma janela de lançamento que se abre em 5 de fevereiro, é um marco histórico. Será a primeira viagem tripulada da cápsula Orion e a primeira vez em mais de 50 anos que humanos viajarão até a órbita lunar – a última foi a Apollo 17, em 1972. A bordo, estarão os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch (NASA) e Jeremy Hansen (Agência Espacial Canadense) para uma jornada de aproximadamente dez dias ao redor da Lua.
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A jornada preparará o caminho para a Artemis 3, que tem o objetivo de realizar um pouso na superfície lunar. Ambas as missões já acumularam anos de adiamentos em seu desenvolvimento. A garantia de que o problema médico na ISS não impacta os preparativos finais do foguete Space Launch System (SLS) é, portanto, crucial para manter o ritmo da ambiciosa agenda de retorno à Lua.
A situação destaca os riscos inerentes à exploração espacial de longa duração, mesmo em órbitas próximas à Terra, ao mesmo tempo em que reforça a operacionalidade independente dos complexos programas da NASA. A atenção agora se divide entre o cuidado com a tripulação que retorna e a contagem regressiva para um novo capítulo da exploração lunar.

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Apesar da antecipação do retorno da tripulação, as autoridades enfatizaram que não há motivo para alarme. O astronauta afetado encontra-se em condição estável e tem prognóstico positivo para uma recuperação completa. A decisão de retornar foi tomada por precaução, uma vez que a estação não possui os recursos para o diagnóstico e tratamento necessários.
A Crew-11 é composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Michael Fincke, pelo japonês Kimiya Yui e pelo russo Oleg Platonov, da Roscosmos. Eles foram lançados para a ISS em 1º de agosto de 2025 a bordo da cápsula Crew Dragon Endeavour e já cumpriam os últimos momentos de sua missão planejada de seis meses.

Este timing facilitou a decisão. “Eles já alcançaram quase todos os seus objetivos”, explicou um representante. O retorno antecipado não compromete as operações da estação, pois a próxima missão, a Crew-12, está programada para ser lançada em poucas semanas.
A NASA e a SpaceX ainda estão definindo o cronograma exato para a desacoplagem e amerissagem da cápsula Dragon, que dependerá da prontidão da espaçonave e das condições climáticas na zona de pouso. Novos detalhes devem ser divulgados nos próximos dias.