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O Fórum Econômico Mundial divulgou nesta quarta-feira (14) seu Relatório de Riscos Globais. O documento projeta um ambiente altamente instável e descreve um mundo cada vez mais próximo de um ponto crítico. As consequências adversas da inteligência artificial aparecem como um problema de longo prazo para os negócios.
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A curto prazo, o relatório aponta tensões entre grandes potências e os impasses estratégicos no cenário internacional como ameaças.

Relatório de Riscos Globais do Fórum Econômico Mundial
O relatório ouviu cerca de 1.300 líderes de governos, empresas e organizações civis. Metade dos entrevistados espera um período de forte turbulência nos próximos dois anos. Apenas 1% acredita em um cenário de estabilidade, reforçando a percepção de que a economia e a política globais caminham em terreno frágil.
O ranking aponta “confronto geoeconômico” como a principal preocupação empresarial no curto prazo (próximos dois anos). A escalada da rivalidade entre países, somada ao uso estratégico de tarifas, regulações, restrições de capital e cadeias de suprimentos, pode provocar uma retração significativa do comércio internacional. Para o Fórum, esse movimento amplia a incerteza e eleva o risco de choques econômicos ao redor do mundo.
Segundo Saadia Zahidi, diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial, os conflitos armados entre Estados e seus desdobramentos estão no centro das apreensões. Em entrevista à CNBC, ela afirmou que quase um terço dos participantes do estudo demonstra forte preocupação com o impacto desse cenário sobre a economia global e sobre a estabilidade mundial até 2026.
As ameaças econômicas foram a categoria que mais avançou em termos de preocupação em relação ao relatório anterior. O documento destaca temores crescentes de recessão, inflação persistente e formação de bolhas financeiras, em um contexto de alto endividamento público e mercados voláteis.
Na sequência da lista, a desinformação aparece como a segunda maior ameaça de curto prazo, seguida pela polarização social (divisão entre grupos com visões opostas).

IA está na lista de ameaças a longo prazo
Já na lista de longo prazo, que abrange os próximos 10 anos, “eventos climáticos extremos” aparecem em primeiro lugar, seguido da “perda de biodiversidade/colapso do ecossistema”, “mudanças críticas nos sistemas terrestres” e “desinformação”.
Em quinto lugar, vem as “consequências adversas das tecnologias de IA“, demonstrando a escalada das preocupações envolvendo a tecnologia. O tema apareceu em 30º lugar entre os riscos de curto prazo no ano passado, pulando para o top 5 de preocupações a longo prazo este ano.
O relatório alerta que a automação e o deslocamento de trabalhadores podem ampliar a desigualdade de renda, reduzir o consumo e alimentar ciclos de instabilidade econômica e insatisfação social, mesmo diante de ganhos de produtividade.
O documento também destaca a convergência acelerada entre aprendizado de máquina e computação quântica, criando um ambiente tecnológico cada vez mais complexo. Segundo o Fórum, esse avanço pode gerar “situações em que os humanos perdem o controle”.

Conclusões do relatório
- Para Zahidi, apesar de as atenções estarem voltadas a crises imediatas – como guerras prolongadas, inflação e desinformação -, o risco climático, que aparece na lista de longo prazo, continua existindo como uma ameaça estrutural;
- Para ela, o problema está na queda do poder coletivo e disposição política para agir nesse sentido. Mas, se isso não acontecer, fenômenos extremos, como ondas de calor, secas e incêndios florestais, se tornarão mais frequentes e intensos;
- O relatório conclui que alianças entre governos, empresas, universidades e sociedade civil serão decisivas para enfrentar os grandes desafios globais.