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A influencer Ashley St. Clair, que teve um filho com Elon Musk, processou a xAI, empresa de inteligência artificial (IA) do bilionário. A ação, protocolada na quinta-feira (15), alega que o chatbot Grok é “irrazoavelmente perigoso” por permitir a criação de imagens sexualizadas e deepfakes sem consentimento, incluindo simulações de nudez de St. Clair quando ela ainda era menor de idade.
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O caso marca uma nova escalada na crise envolvendo o X/Twitter. Isso porque a influenciadora afirma ter sido alvo de um ataque sistemático e humilhante após usuários usarem o Grok (que roda na rede social) para “despir” suas fotos e inserir símbolos de ódio.
Enquanto a xAI reage com um contraprocesso para tentar levar a disputa para o Texas, o episódio reforça o debate global sobre a falta de filtros eficazes em IAs generativas que funcionam dentro de grandes plataformas digitais.
xAI contra-ataca na justiça enquanto denúncias de abuso envolvendo o Grok se multiplicam
Em resposta à ação movida em Nova York, a xAI processou St. Clair no Texas, argumentando que ela violou os termos de serviço que exigem que qualquer disputa legal ocorra naquele estado.

A influenciadora, por sua vez, relata ter sofrido retaliação direta da plataforma, que removeu seu selo de verificação e suspendeu a monetização de sua conta após ela denunciar o conteúdo abusivo.
A defesa de St. Clair sustenta que a tecnologia do Grok foi usada para gerar imagens dela com tatuagens ofensivas e até trajes nazistas. Além disso, alega que a empresa ignorou pedidos iniciais de remoção, dizendo que “nenhuma violação foi encontrada”.
Além do impacto pessoal, o processo revela um cenário de desamparo digital. Ashley afirma que suas redes sociais foram inundadas por mensagens de pais desesperados tentando remover imagens sexualizadas de seus filhos geradas no Grok.
Embora o X/Twitter tenha anunciado que começou a bloquear o uso do Grok para “despir” pessoas reais em jurisdições onde a prática é ilegal, as salvaguardas da empresa são consideradas frágeis e facilmente contornáveis se comparadas aos concorrentes.
Atualmente, órgãos reguladores na Califórnia e em outros países mantêm investigações abertas sobre a conduta das empresas de Musk diante da proliferação desses conteúdos.
(Essa matéria usou informações de Wall Street Journal.)