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A Polícia Federal dispõe de uma tecnologia capaz de acessar todo o conteúdo de celulares apreendidos, mesmo quando os aparelhos estão desligados e protegidos por senha. O uso desse equipamento, revelado nesta sexta-feira (16) pelo Blog da Julia Duailibi, no G1, ajuda a explicar o clima de apreensão em Brasília após operações recentes envolvendo figuras influentes do mundo político e empresarial.
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Diferentemente de outras forças policiais, a PF vai além do simples desbloqueio de tela. A perícia consegue extrair dados completos do aparelho sem conexão a redes móveis ou Wi-Fi, o que impede o apagamento remoto de informações e amplia o alcance das investigações.
Tecnologia da PF permite extrair todo o conteúdo do celular sem dar chance de apagamento remoto
O procedimento adotado pelos peritos se baseia no isolamento total do aparelho apreendido. Para isso, a PF utiliza o conceito físico da “gaiola de Faraday”, estrutura metálica (como caixas ou bolsas especiais) capaz de bloquear a entrada e a saída de ondas eletromagnéticas. Na prática, isso mantém o celular totalmente isolado.

Esse cuidado é decisivo porque, ao ser ligado fora desse ambiente, o celular poderia se conectar automaticamente à internet. Nesse cenário, existe o risco de que o conteúdo seja apagado remotamente por quem ainda controla as contas associadas ao aparelho. E isso poderia comprometer provas importantes, evidentemente.
Segundo a apuração do blog, a tecnologia da PF não permite meio-termo: ou os dados são extraídos integralmente ou não há acesso algum. Por isso, os peritos copiam todo o conteúdo do dispositivo (conversas, fotos, e-mails) para análise posterior, mesmo que não tenham relação direta com o caso investigado.
É essa devassa completa que provoca temor entre políticos e empresários. Estão nas mãos da Justiça celulares de nomes com forte trânsito em Brasília, como Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o investidor Nelson Tanure. A possibilidade de que todo o histórico digital desses aparelhos fique exposto aos investigadores explica o pânico silencioso que tomou conta da capital federal.