FGC começa a pagar investidores após liquidação do Banco Master

Operação recorde deve liberar R$ 40,6 bilhões a cerca de 800 mil credores; solicitação de ressarcimento deve ser feita pelo aplicativo do FGC
Pedro Spadoni17/01/2026 13h39
Funcionários saindo do Banco Master
(Imagem: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) iniciou a maior operação de ressarcimento da sua história neste sábado (17). Investidores que mantinham recursos no Banco Master, liquidado em novembro de 2025, podem solicitar a devolução de seus valores diretamente pelo aplicativo oficial da entidade.

A força-tarefa pretende liberar R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil credores. No entanto, a alta demanda causou instabilidades técnicas no aplicativo do FGC logo nas primeiras horas. Mais de 140 mil acessos tinham sido registrados até o meio-dia, o que gerou dificuldades para o envio de documentos e conclusão dos pedidos.

Resgate é feito por aplicativo e exige atenção a limites de segurança

Para começar o processo, as pessoas físicas precisam baixar o aplicativo do FGC e fazer um cadastro que inclui biometria facial e o envio de fotos de documentos, como RG ou CNH. No caso de empresas, a solicitação deve ser feita obrigatoriamente pelo site oficial do fundo. Uma vez que o termo de solicitação é assinado digitalmente dentro da plataforma, a previsão é que o pagamento seja depositado numa conta de mesma titularidade do investidor em até dois dias úteis.

Notas de cem reais colocadas uma em cima da outra
Força-tarefa do FGC pretende liberar R$ 40,6 bilhões para cerca de 800 mil credores (Imagem: José Cruz/Agência Brasil)

É importante notar que a proteção do fundo é limitada a R$ 250 mil por CPF ou CNPJ. Esse teto de garantia cobre investimentos comuns, como CDBs, LCIs e LCAs, além do saldo parado em conta corrente, somando o valor investido aos rendimentos acumulados até a data em que o banco foi fechado. Caso o investidor possua um montante superior a esse limite, o excedente não é pago agora pelo FGC e deve ser pleiteado diretamente no processo de liquidação conduzido pelo Banco Central.

Como o volume de dinheiro envolvido é recorde, o FGC emitiu um alerta rigoroso contra tentativas de golpe e aplicativos falsos. A entidade reforça que não utiliza intermediários, não cobra taxas para realizar o pagamento e nunca entra em contato via WhatsApp ou SMS para solicitar senhas ou transferências. A orientação para quem enfrenta lentidão no sistema é aguardar a normalização. Isso porque a infraestrutura do app deve estabilizar com a diluição dos acessos ao longo do dia.

(Essa matéria usou informações de Folha de S. Paulo e G1.)

Pedro Spadoni
Redator(a)

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.