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O Google diz que as pessoas usam o buscador porque querem – e não porque são obrigadas. O argumento foi usado para rebater a acusação de monopólio contra a big tech. Nesta sexta-feira (16), a empresa emitiu um comunicado dizendo que recorreu das recentes decisão judiciais: “Hoje protocolamos nossa notificação de apelação da decisão do Departamento de Justiça e pedimos ao Tribunal que suspenda algumas das medidas enquanto esse recurso é analisado”.
O que aconteceu mesmo?
- A Justiça dos Estados Unidos concluiu que a empresa tem um monopólio ilegal entre os buscadores da internet.
- O Google recorreu, pedindo a suspensão das ações contra a empresa – que ainda não foram 100% definidas.
- A companhia não quer, por exemplo, compartilhar informações de busca e serviços com concorrentes.
- O processo começou em setembro de 2023.
- Em 2024, o juiz Amit Mehta decidiu que o Google detinha um monopólio ilegal nas buscas e na publicidade relacionada.
- Em 2025, o magistrado rejeitou consequências mais severas, como a venda forçada do navegador Chrome. Contudo, determinou que a big tech deve compartilhar alguns dos dados brutos de interação de busca utilizados para treinar sistemas de classificação e de inteligência artificial. O Google ficou livre de compartilhar os algoritmos em si.

O comunicado do Google
No comunicado desta sexta, assinado por Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios, a big tech argumenta o seguinte:
A decisão da Corte de agosto de 2024 ignorou a realidade de que as pessoas usam o Google porque querem, não porque são obrigadas. A decisão não levou em conta o ritmo acelerado da inovação e a intensa concorrência que enfrentamos de empresas consolidadas e startups bem financiadas. Além disso, desconsiderou depoimentos convincentes de fabricantes de navegadores como Apple e Mozilla, que afirmaram optar por destacar o Google por ele proporcionar a experiência de busca da mais alta qualidade para seus consumidores.
Google, em comunicado
A empresa também pediu a suspensão da implementação de medidas específicas que a obrigaria a a compartilhar dados de busca e a fornecer serviços de distribuição a concorrentes. Essas exigências, diz o Google, “colocariam em risco a privacidade dos americanos e desencorajariam a concorrência a desenvolver seus próprios produtos — sufocando, em última análise, a inovação que mantém os EUA na vanguarda da tecnologia global”.
O executivo finalizou o texto dizendo que a empresa aguarda, com expectativa, a oportunidade de apresentar os argumentos em juízo ainda este ano.