Siga o Olhar Digital no Google Discover
Já imaginou uma cidade inteirinha sendo refrescada com gelo ao invés de ar-condicionado? Pode parecer ficção científica, mas tecnologias urbanas que produzem e armazenam térmico do gelo para refrigeração em larga escala já estão entrando em testes e planos reais e podem transformar a forma como lidamos com o calor nas metrópoles. É o que indicam estudos publicados na revista científica Sustainable Cities and Society.
Estudo mostra que o armazenamento térmico de gelo pode reduzir calor e consumo de energia nas cidades
Uma pesquisa publicada na revista científica Sustainable Cities and Society avaliou o uso do Ice Thermal Energy Storage (ITES) em edifícios urbanos e mostrou que produzir gelo em horários de menor demanda elétrica e utilizá-lo para resfriamento durante o dia reduz picos de consumo e melhora a eficiência energética. O estudo, conduzido por pesquisadores que analisaram cidades de clima quente, indica que essa tecnologia pode apoiar estratégias urbanas de refrigeração mais sustentáveis, ajudando a tornar ambientes urbanos mais confortáveis e resilientes ao calor extremo.
Uma análise recente de literatura científica cobriu artigos sobre armazenamento térmico em edifícios publicados entre 2020 e 2025. O estudo mostra que tecnologias de TES — incluindo sistemas baseados em gelo — aparecem cada vez mais em pesquisas sobre eficiência energética predial devido à necessidade crescente de soluções sustentáveis para conforto térmico e redução de consumo.
Como o gelo artificial pode tornar cidades mais confortáveis?
Você pode achar que gelo serve só em bebidas ou coolers, mas um conceito chamado armazenamento térmico de gelo está sendo estudado para aliviar o calor urbano e apoiar sistemas de refrigeração de prédios inteiros. Isso interessa porque o calor excessivo afeta saúde, sono e produtividade, especialmente em ondas de calor cada vez mais comuns.
Pesquisas publicadas em bases científicas reconhecidas indicam que estratégias de armazenamento de frio com gelo e sistemas de refrigeração urbana inteligente podem reduzir picos de consumo de energia e melhorar o conforto térmico e esse número vai crescer à medida que cidades buscam soluções mais sustentáveis para o clima.

Como o armazenamento térmico do gelo poderia ser aplicado na rotina das cidades?
Na prática, imagina torres de gelo gigantes ou tanques subterrâneos produzindo gelo à noite, quando a eletricidade é mais barata e depois bombeando água fria ou ar refrigerado por grandes áreas durante o dia. Em cidades com transporte coletivo, hospitais e escritórios, isso poderia significar ruas mais frescas e ambientes mais confortáveis sem a sobrecarga energética dos aparelhos individuais.
Como em qualquer tecnologia urbana, isso depende de planejamento, infraestrutura e políticas públicas que incentivem soluções integradas entre eletricidade, mobilidade e planejamento urbano.
Leia também:
- O calor extremo tornou uma cidade do Piauí a “mais quente” do Brasil
- Clima europeu e ruas impecáveis fazem dessa cidade o destino favorito do frio
- A história segue viva nas ruas e no clima dessa cidade
Quais curiosidades e estratégias complementares ajudam a resfriar cidades?
Antes de entrar nos exemplos, vale saber que refrescar uma cidade não é só produzir gelo, um conjunto de soluções pode potencializar resultados e tornar a vida urbana mais saudável e confortável:
- Sistemas de armazenamento térmico de gelo podem reduzir a demanda elétrica no pico
- Combinar gelo com refrigeração distrital aumenta eficiência energética
- Urbanização verde (árvores, parques) ajuda a mitigar ilhas de calor urbano
Essas ideias mostram que tecnologias e design urbano podem ser aliados para enfrentar o calor intenso e seus efeitos sobre a saúde e bem-estar.

O que isso significa para o futuro das cidades e da saúde urbana?
A longo prazo, integrar gelo artificial e tecnologias de refrigeração urbana representa um salto no jeito como planejamos nossas cidades. Em vez de cada prédio esfriar seu próprio espaço com enormes cargas elétricas, sistemas comunitários e inteligentes poderiam tornar ambientes urbanos mais resilientes ao calor.
Isso também tem impacto direto na qualidade de vida: menos calor excessivo significa melhor sono, menos estresse térmico e mais conforto, especialmente para populações urbanas vulneráveis em ondas de calor. O desafio será ampliar essas soluções de forma curta, prática e sustentável.