Explosão solar histórica leva auroras boreais a lugares onde quase nunca aparecem

Tempestade geomagnética severa fez auroras boreais surgirem longe dos polos e acendeu alertas técnicos mundo afora; veja imagens
Por Pedro Spadoni, editado por Lucas Soares 20/01/2026 09h04, atualizada em 20/01/2026 09h49
Silhueta de homem contra aurora boreal no topo de uma montanha rochosa
Imagem ilustrativa (Imagem: Denis Belitsky/Shutterstock)
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Uma forte ejeção de massa coronal (grande nuvem de partículas lançada pelo Sol) atingiu o campo magnético da Terra na segunda-feira (19). O impacto provocou uma tempestade geomagnética severa, classificada como G4, um dos níveis mais altos dessa escala. A explosão solar responsável foi de classe X1.9, a mais intensa, e levou apenas um dia para cruzar os cerca de 147 milhões de quilômetros que separam o Sol do nosso planeta.

O efeito mais visível foi no céu. Auroras boreais apareceram em regiões onde isso quase nunca acontece, como o norte de Portugal e áreas no sul dos Estados Unidos. Além do espetáculo, o evento acendeu alertas: tempestades desse tipo podem interferir em satélites, sistemas de GPS e até redes de energia elétrica.

Atividade solar intensa atinge níveis recordes e exige monitoramento

Essa tempestade foi considerada a com a emissão de radiação mais intensa 2003, ela alcançou o nível S4 de radiação solar, o mais intenso. Esses episódios acontecem quando a energia acumulada em manchas solares é liberada de uma vez, lançando plasma e partículas carregadas pelo espaço. Neste caso, a nuvem chegou à Terra com uma orientação que facilitou a entrada dessa energia no campo magnético do planeta, como se tivesse “encaixado” nele.

Em Portugal, as auroras foram registradas em cidades como Bragança, Vila Pouca de Aguiar e Grândola, algo extremamente raro no país, segundo o Euronews. Houve relatos semelhantes em lugares distantes entre si, como Alemanha, Hungria, China e Canadá. As luzes no céu apareceram em tons de verde, vermelho e magenta e puderam ser vistas em latitudes muito baixas para esse tipo de fenômeno, longe das regiões polares.

Confira abaixo postagens no X/Twitter com imagens do fenômeno:

Apesar da intensidade, a tendência é de enfraquecimento ao longo desta terça-feira (20). Mesmo assim, operadores de satélites e sistemas críticos continuam monitorando a situação. Se o vento solar permanecer instável, novas auroras ainda podem surgir em breve.

(Essa matéria também usou informações de Space.)

Pedro Spadoni
Redator(a)

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Já escreveu para sites, revistas e até um jornal. No Olhar Digital, escreve sobre (quase) tudo.

Lucas Soares
Editor(a)

Lucas Soares é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e atualmente é editor de ciência e espaço do Olhar Digital.