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No Fórum Econômico Mundial de 2026, em Davos (Suíça), a inteligência artificial (IA) está no centro da agenda econômica global. O evento reúne líderes mundiais e chefes das maiores empresas do Vale do Silício para discutir como definir os limites da IA antes que ela avance rápido demais para ser controlada. Para você ter ideia, a economia digital já representa 15% do PIB mundial, movimentando cerca de US$ 16 trilhões (aproximadamente R$ 86 trilhões).
A grande prioridade deste ano é garantir que a IA seja desenvolvida de forma responsável. De um lado, gigantes como a DeepMind (do Google) buscam usar a tecnologia para avanços científicos e educação. De outro, executivos de grandes consultorias alertam para falhas graves na segurança. O sentimento no encontro é que o mundo precisa de uma coordenação urgente para evitar que a tecnologia se torne fragmentada e perigosa.
A briga por chips de IA e os novos riscos de segurança digital
Um dos maiores alertas em Davos é sobre a fragmentação da tecnologia. Por causa de tensões políticas, países correm para garantir seus próprios estoques de chips e hardware voltados para IA. Para tentar organizar isso, surgiu o Pax Silica, acordo liderado pelos EUA com países como Japão e Reino Unido para proteger o fornecimento desses componentes essenciais. O medo, porém, é que isso crie dois grupos rivais no mundo, o que dificultaria a cooperação global.

No dia a dia das empresas, a maior preocupação não é uma “bolha” financeira, mas sim a segurança dos agentes de IA. Esses robôs virtuais já acessam dados importantes, mas ainda são difíceis de identificar e monitorar. Por causa dessa falta de maturidade, muitos CEOs tem pisado no freio e preferido manter seus dados guardados “em casa” ao invés de mandá-los para a nuvem, segundo o Business Insider (BI).
Para completar o cenário, há o temor sobre a computação quântica. Especialistas ouvidos pelo BI afirmam que essa nova geração de computadores terá poder para quebrar praticamente todas as senhas e criptografias que usamos hoje. Como o risco é real, muitas empresas já começaram o trabalho difícil de recriptografar seus sistemas para não ficarem vulneráveis no futuro. Em resumo: o debate em Davos mostra que o sucesso da IA no futuro depende de como resolveremos esses buracos na segurança agora.
(Essa matéria também usou informações de Bloomberg e The National.)