Saudade da TV Sony? Gigante japonesa se juntará com outra conhecida sua

Fabricante japonesa se une à chinesa TCL em uma parceria que pode transformar o mercado global de TVs; saiba mais
Daniel Junqueira22/01/2026 13h44
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Imagem: Michael Vi/Shutterstock
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A Sony e a TCL assinaram um acordo preliminar para unir forças no mercado de televisores. A proposta é criar uma nova empresa (joint venture) onde a chinesa TCL deterá 51% de participação, enquanto a japonesa Sony ficará com os 49% restantes.

Se o negócio for fechado, a Sony deixará de fabricar suas TVs de forma 100% independente, passando o controle da operação para a parceira.

A nova companhia deve começar a operar só em 2027, mantendo os nomes de peso Sony e Bravia nas prateleiras. A ideia é somar o que cada uma tem de melhor: a Sony entra com sua tecnologia de processamento de imagem e som, e a TCL contribui com sua gigantesca estrutura de fabricação e controle de custos.

O que muda para o consumidor?

Para quem gosta da marca japonesa, a notícia é animadora. Atualmente, a Sony é vista como uma marca de luxo, com preços elevados. Com a TCL cuidando da produção, a expectativa é que as TVs Bravia fiquem mais baratas.

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Isso acontece porque a TCL controla toda a sua cadeia de suprimentos — ela fabrica desde as peças mais básicas até o painel de vidro da tela. Esse domínio industrial permite reduzir custos e implementar inovações técnicas de forma muito mais rápida do que a Sony conseguiria sozinha hoje.

Imagem: PJ McDonnell/Shutterstock

Troca de tecnologias

O negócio é uma via de mão dupla:

  • A Sony ganha fôlego: terá acesso direto às fábricas de ponta da TCL para produzir telas Mini-LED e OLED de última geração com custos menores.
  • A TCL sobe de nível: ao assumir a produção das TVs Sony, a marca chinesa terá acesso aos segredos do processamento de imagem da japonesa, elevando seu prestígio no mercado premium.

Próximos passos

Apesar do anúncio, o martelo ainda não foi batido. As empresas pretendem assinar o contrato definitivo, e a expectativa atual é que isso ocorra até o final de março de 2026. Depois disso, o acordo ainda precisará passar pela aprovação de órgãos reguladores.

Se tudo correr como o planejado, a nova estrutura entra em vigor no ano que vem, mas os primeiros produtos fruto dessa união só devem chegar às lojas no final de 2027. Até lá, as operações de venda, design e logística seguem os modelos atuais.

Via The Verge

Redator(a)

Daniel Junqueira é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo. Iniciou sua carreira cobrindo tecnologia em 2009. Atualmente, é repórter de Produtos e Reviews no Olhar Digital.

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