Elon Musk: Moraes aceita pedido da PGR e arquiva inquérito contra bilionário

Bilionário era acusado de obstrução à justiça, organização criminosa e incitação ao crime
Elon Musk falando
Oscilações nas ações da SpaceX e Tesla derrubam patrimônio de Elon Musk, que volta a ficar abaixo de US$ 1 trilhão no mercado global. - Imagem: Frederic Legrand - COMEO/Shutterstock

Nesta terça-feira (10), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, confirmou o arquivamento do inquérito que, entre outras coisas, investigava a conduta de Elon Musk no X.

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O bilionário foi acusado de obstrução à justiça, organização criminosa e incitação ao crime, no âmbito dos sucessivos descumprimentos de decisões judiciais por parte do X. A investigação apurava se a plataforma de Musk teria sido usada para descumprimento de ordens de bloqueio de perfis. Musk criticou abertamente o STF e Moraes.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou o arquivamento do inquérito por entender que não havia provas com bases sólidas para seguir adiante com as acusações.

Moraes acata pedido de PGR; Musk não será mais investigado

Em sua decisão, Moraes disse que, “em nosso sistema acusatório consagrado constitucionalmente, a titularidade privativa da ação penal ao Ministério Público, a quem compete decidir pelo oferecimento de denúncia ou solicitação de arquivamento do inquérito, não afasta o dever do Poder Judiciário de exercer sua atividade de supervisão judicial”.

Alexandre de Moraes
Moraes acatou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) (Imagem: Carlos Moura/SCO/STF)

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Investigações: cronologia

As investigações contra o dono do X e de outras empresas começaram em abril de 2024. A suspeita era de que o bilionário teria orientado representantes da rede social a descumprir decisões judiciais ao desbloquear perfis invetsigados por ataque às instituições governamentais.

Moraes foi o responsável por abrir o inquérito e, à época, considerou que as publicações de Musk no X poderiam estimular desobediência às decisões do STF e dificultar cumprimento de ordens judiciais da Corte.

Por fim, o ministro do STF escreveu que ressalta ser “inaceitável que qualquer dos representantes dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada, em especial o ex-Twitter atual X, desconheçam a instrumentalização criminosa que vem sendo realizada pelas denominadas milícias digitais”.

Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

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