Governo lança Tela Brasil, streaming gratuito de conteúdo nacional

Tela Brasil estreia neste sábado com acesso gratuito e mais de 560 obras do cinema e do audiovisual brasileiro
tela brasil, streaming do governo
Tela Brasil, nova plataforma de streaming gratuita do governo brasileiro com foco em produções nacionais - Imagem: Divulgação / gov.br

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança neste sábado (30) a Tela Brasil, nova plataforma pública de streaming dedicada exclusivamente ao audiovisual brasileiro. O anúncio será feito durante a programação do Rio2C, na Cidade das Artes Bibi Ferreira, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também participará do evento.

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Desenvolvida pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a iniciativa chega com a proposta de ampliar o acesso à produção nacional. Segundo comunicado do ministério, o projeto busca democratizar o acesso à cultura, estimular a formação de público e valorizar a diversidade de narrativas produzidas no país.

Como vai funcionar a Tela Brasil?

A plataforma será 100% gratuita e utilizará integração com o gov.br para acesso dos usuários. No lançamento, o serviço estará disponível apenas na versão web.

A expectativa é que os aplicativos para iOS e Android sejam disponibilizados em até 30 dias após a estreia. Além disso, a plataforma contará com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição, legendagem descritiva e Libras.

Catálogo reúne filmes, séries e documentários

A Tela Brasil inicia suas atividades com um catálogo de mais de 560 obras audiovisuais, entre curtas, médias e longas-metragens, além de seriados.

Entre os clássicos disponíveis estão Deus e o diabo na terra do sol (1964), de Glauber Rocha, A noite do espantalho (1974), de Sérgio Ricardo, Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues, e A hora da estrela (1985), de Suzana Amaral.

cena de deus e o diabo na terra do sul
Deus e o Diabo na Terra do Sol, clássico de Glauber Rocha, estará no catálogo do novo streaming público – Imagem: Reprodução

O catálogo também reúne produções brasileiras que receberam indicação ao Oscar, como O quatrilho (1995), de Fábio Barreto, e O que é isso, companheiro? (1997), de Bruno Barreto.

Produções recentes também fazem parte do acervo

A seleção inclui títulos lançados a partir dos anos 2000, entre eles Carandiru (2003), de Hector Babenco, Olga (2004), de Jayme Monjardim, Quase dois irmãos (2004), de Lúcia Murat, Cinema, aspirinas e urubus (2005), de Marcelo Gomes, e As duas Irenes (2017), de Fabio Meira.

cena do filme Olga
Olga (2004) está entre as produções que estarão disponíveis no streaming – Imagem: Reprodução

Os fãs de documentários também terão acesso a obras como Xingu Cariri Caruaru Carioca (2015), de Beth Formaggini, Divinas divas (2016), de Leandra Leal, Um filme de cinema (2017), de Walter Carvalho, Barão Vermelho: Por que a gente é assim? (2017), de Mini Kerti, Tia Ciata (2017), de Raquel Beatriz e Mariana Campos, My name is now, Elza Soares (2018), de Elizabete Martins Campos, e A mulher da luz própria (2019), de Sinai Sganzerla.

Outros destaques do acervo incluem Doces poderes (1996), Traição (1998), Gêmeas (1999), Na quadrada das águas perdidas (2011), Qual queijo você quer? (2011), O velho rei (2014), O grande circo místico (2018), Idade da água (2018), Refavela 40 (2019), Inabitável (2020) e Mergulho (2022).

Ana Luiza Figueiredo
Ana Luiza Figueiredo

Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

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