A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (29) a retomada das atividades da Química Amparo, fabricante dos produtos da Ypê, após uma reinspeção realizada na unidade da empresa em Amparo (SP). Com a decisão, a companhia poderá voltar imediatamente à produção, além de retomar a comercialização e o uso de parte dos produtos que haviam sido alvo de medidas restritivas neste mês.
A autorização ocorre após a suspensão determinada pela agência em 7 de maio, quando foram identificadas falhas graves nos processos da empresa. Segundo a Anvisa, uma nova fiscalização constatou que as principais ações corretivas adotadas pela fabricante foram implementadas de forma adequada.

Anvisa libera retomada após reinspeção
O anúncio foi feito pelo presidente da Anvisa, Leandro Safatle, e pelo diretor responsável pelas fiscalizações da autarquia, Daniel Pereira. A decisão foi baseada em uma reinspeção conjunta iniciada na quinta-feira (28) e concluída nesta sexta-feira.
A fiscalização contou com a participação do Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), do Grupo de Vigilância Sanitária Campinas (GVS) e da Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo).
De acordo com a agência, a empresa apresentou um plano de ação para atender os 76 requisitos sanitários apontados durante uma inspeção realizada em abril deste ano. A reinspeção verificou a adequação das principais medidas corretivas adotadas desde a suspensão de duas linhas de produção da fábrica.
Durante visita às instalações da companhia, Safatle afirmou que a unidade já reúne condições para operar com segurança. Segundo ele, a empresa promoveu melhorias nas linhas de produção e nos processos de controle.
Restrição segue mantida para lotes com final “1”
Apesar da retomada da produção, a Anvisa esclareceu que continuam em vigor as restrições para os detergentes lava-louças líquidos, sabões líquidos para roupas e desinfetantes da Ypê com lotes de numeração final “1”.
A agência havia chegado a informar que os itens desse lote fabricados a partir de 1º de abril de 2026 estariam liberados, mas se retratou posteriormente. Portanto, a suspensão de comercialização e uso segue valendo para todos os produtos finais “1” das linhas afetadas, independentemente da data de fabricação, conforme a Resolução RE 1834/2026.
Esses produtos devem permanecer armazenados em local seguro (tanto por consumidores quanto por estabelecimentos) e não podem ser descartados. A liberação desses lotes específicos ainda dependerá da apresentação de laudos emitidos por laboratórios autorizados pela Anvisa.
Monitoramento continuará
Mesmo com a autorização para retomada das atividades, a Anvisa informou que seguirá acompanhando a implementação das medidas previstas no plano de ação da empresa.
O monitoramento também contará com a participação dos órgãos municipais, regionais e estaduais de vigilância sanitária envolvidos no processo de fiscalização da unidade de Amparo.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
Layse Ventura é editora de SEO no Olhar Digital e mestre pela UFSC.