NASA acerta tempestade solar quase como prever a hora da chuva

Missão PUNCH da NASA prevê a chegada de tempestades solares com margem de apenas 30 minutos e promete revolucionar o clima espacial
Imagem do Sol
Novo teste da NASA aumenta a precisão na previsão de tempestades solares e pode reforçar a proteção de satélites e redes elétricas. - Imagem: NASA/SDO

Prever exatamente quando uma tempestade solar vai atingir a Terra sempre foi um desafio para os cientistas. Um teste da missão PUNCH, da NASA, mostra que essa realidade pode estar mudando.

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Segundo a NASA, o sistema conseguiu prever a chegada de uma ejeção de massa coronal com apenas 30 minutos de diferença, um resultado que pode tornar os alertas do clima espacial muito mais precisos.

Explosão solar intensa provoca apagões de rádio e gera alerta de tempestades geomagnéticas
Previsões mais precisas podem ajudar a proteger satélites, redes elétricas e missões espaciais de tempestades solares. – Imagem: Artsiom P/Shutterstock

Como a missão acompanha as explosões do Sol

As tempestades solares surgem quando o Sol lança enormes quantidades de plasma e partículas energéticas no espaço. Dependendo da intensidade, essas ejeções de massa coronal podem afetar satélites, redes elétricas e missões com astronautas.

Foi justamente para acompanhar esse percurso que a NASA lançou, em 2025, a missão PUNCH (Polarimeter to Unify the Corona and Heliosphere). Quatro espaçonaves em órbita baixa da Terra registram imagens do espaço a cada quatro minutos, permitindo seguir essas nuvens de material durante quase todo o trajeto até o planeta.

Achávamos que o PUNCH seria bom nisso, mas o resultado é impressionante. Isso pode representar para a meteorologia espacial o equivalente à passagem da máquina a vapor para um moderno motor de combustão interna.

Craig DeForest, investigador principal da missão PUNCH no Southwest Research Institute, em nota.

Entre os principais avanços da missão estão:

  • monitoramento quase contínuo das ejeções solares;
  • imagens inéditas capturadas a cada quatro minutos;
  • previsão da chegada das tempestades com muito mais precisão;
  • novos dados sobre o comportamento do plasma no espaço.

Teste superou os métodos atuais

Os pesquisadores usaram dados de uma ejeção de massa coronal registrada em 31 de maio de 2025 para verificar se seria possível melhorar as previsões. Um modelo computacional acompanhou a velocidade e a geometria da nuvem de partículas enquanto ela atravessava o Sistema Solar.

Doze horas depois da explosão solar, a previsão foi considerada estável. O cálculo indicou que a tempestade chegaria oito horas mais tarde e acertou o horário com margem de apenas 30 minutos, cerca de dez vezes melhor do que os métodos usados atualmente.

As tempestades solares podem afetar tecnologias na Terra. A missão PUNCH quer tornar esses eventos mais previsíveis. – Imagem: IgorZh/Shutterstock

Imagens revelam novos detalhes do plasma

As observações feitas pela missão também estão ajudando os cientistas a entender melhor como essas nuvens de material evoluem durante a viagem pelo espaço. As imagens mostram que elas são mais irregulares do que se imaginava e continuam mudando de forma ao longo do percurso.

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Outro avanço envolve o estudo do plasma. Os pesquisadores esperam que essas informações ajudem a compreender melhor o comportamento desse material não apenas nas tempestades solares, mas também em outras regiões da galáxia.

Os resultados ainda estão em revisão científica, mas o primeiro teste já mostrou que acompanhar tempestades solares pode deixar de ser uma estimativa ampla para se tornar uma previsão muito mais precisa nos próximos anos.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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