Tibete registra novos tremores após avalanche devastadora

Terremotos de magnitude 5 e 4,8 atingiram o Tibete e Sichuan uma semana após a avalanche devastadora registrada no Himalaia
Ilustração mostrando gráfico de tremores de terremoto
Terremoto chegou a 7,6 na escala Richter - Imagem: Quality Stock Arts/Shutterstock

Um terremoto de magnitude 5 atingiu o Tibete, na China, nesta quinta-feira (3), segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Outro tremor, de magnitude 4,8, foi registrado horas depois em Sichuan, também no planalto tibetano.

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Os dois abalos ocorreram uma semana após uma avalanche devastadora no Himalaia. Na ocasião, um terremoto chegou a ser apontado como causa das enchentes, mas uma análise posterior mostrou que o sinal sísmico estava ligado ao colapso de uma geleira.

Mapa da região onde ocorreu o terremoto no Tibete
O primeiro terremoto teve magnitude 5 e ocorreu a 10 quilômetros de profundidade na região de Xizang, na China. – Imagem: Reprodução/Google Maps

Tremores atingiram Tibete e Sichuan

O primeiro terremoto aconteceu às 2h16, no horário de Brasília, na região de Xizang, oeste da China, perto da fronteira com a Índia. O GFZ informou que o abalo ocorreu a 10 quilômetros de profundidade.

Às 8h39, foi registrado outro tremor, desta vez na cidade chinesa de Mianyang, em Sichuan. O município também fica no planalto tibetano.

Até a última atualização, não havia informações sobre vítimas ou danos provocados pelos terremotos.

Abalos não atingiram a área das enchentes

O tremor registrado em Xizang não ocorreu perto do ponto onde aconteceram as enchentes da semana passada, na fronteira entre o Tibete e o Nepal.

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O desastre começou na quarta-feira (26). No Nepal, deixou pelo menos 1.252 mortos e 4.216 desaparecidos. Na China, foram registradas 21 mortes e 541 pessoas desaparecidas.

Depois do desabamento, especialistas alertaram para o risco de um lago formado pelo colapso da geleira se romper. Isso poderia desencadear novas avalanches.

inundação fronteira entre Nepal e Tibet
Gelo, rochas e detritos desceram pelo vale e atingiram o rio Lhende Khola, gerando uma enxurrada. – Crédito: Reprodução/YouTube

USGS mudou avaliação sobre o desastre

Logo após as enchentes, agências de monitoramento sísmico relacionaram o episódio a um terremoto. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a registrar inicialmente um evento de magnitude 4,4 na região da fronteira entre os dois países.

A avaliação mudou depois que pesquisadores analisaram dados de estações sísmicas, ondas de baixa frequência e imagens de satélite. A conclusão foi de que não houve terremoto.

O sinal captado pelos equipamentos veio do colapso da geleira e do movimento de uma enorme quantidade de gelo, rochas e detritos.

Relembre o caso:

  • Uma grande porção da geleira se desprendeu da encosta.
  • O ponto do desprendimento ficava a cerca de 5.200 metros de altitude.
  • A massa de gelo e rochas desceu pelo vale.
  • O material atingiu o rio Lhende Khola.
  • A colisão gerou uma enxurrada carregada de detritos.

O USGS atualizou o evento para uma magnitude equivalente a 5,2, mas concluiu que a energia registrada pelos sismógrafos foi produzida pelo deslizamento da massa de gelo.

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A enxurrada avançou pelos cursos d’água e chegou rapidamente a áreas habitadas. Os terremotos registrados nesta quinta-feira são eventos distintos do desastre causado pelo colapso da geleira na semana anterior.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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