Falha antiga da Apple volta a ser explorada para roubar dados de iPhones

iPhone, iPad e Mac sem as correções continuam expostos. Entenda como a falha funciona e por que manter os sistemas atualizados importa
Logo da Apple em um smartphone
A vulnerabilidade CVE-2024-27834 afeta sistemas da Apple, incluindo iOS, iPadOS, macOS e Safari. - Imagem: Norbert Maurice/Shutterstock

Hackers começaram a explorar ativamente uma falha de segurança em sistemas da Apple para invadir navegadores e roubar dados de login. A brecha afeta usuários de iPhone, Mac e iPad que não instalaram as atualizações lançadas em maio de 2024, informou o The Hacker News.

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A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu o código CVE-2024-27834 em seu catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente após a confirmação de novos ataques.

Safari iphone
Durante a navegação no Safari, um código identifica o modelo do aparelho e verifica se o sistema está desatualizado. Imagem: Primakov/Shutterstock

Origem da brecha e método de infecção

A vulnerabilidade foi apresentada durante a competição Pwn2Own Vancouver, em março de 2024. Dois meses depois, a Apple distribuiu correções para iOS, iPadOS, macOS, tvOS, watchOS e Safari. Mesmo assim, aparelhos sem atualização continuam expostos, seja por esquecimento dos usuários, seja pela necessidade de manter versões antigas para executar programas legados.

Para disseminar os ataques, os criminosos comprometeram o Plerdy SEO Tracker, ferramenta usada por administradores para monitorar visitas e tráfego em sites. Também criaram páginas falsas e contaminaram portais legítimos.

A infecção acontece durante a navegação pelo Safari. Um código em JavaScript identifica o modelo do dispositivo e verifica se o sistema está desatualizado. Quando encontra uma versão vulnerável, inicia a exploração da falha sem exigir que a vítima clique em algum link ou baixe arquivos.

Roubo de cookies e autoria atribuída à Rússia

O principal objetivo dos invasores é capturar cookies de sessão, pequenos arquivos armazenados no navegador que mantêm o usuário conectado a serviços sem exigir uma nova senha a cada acesso.

Com esses registros, os criminosos conseguem clonar a sessão da vítima em outro computador e acessar e-mails e plataformas de trabalho. O método também permite contornar a autenticação em duas etapas (2FA), que normalmente exige um código temporário além da senha.

Os ataques são atribuídos ao grupo APT29, também conhecido como Cozy Bear ou Midnight Blizzard, associado ao Serviço de Inteligência Estrangeira da Rússia.

Logo da Apple em um smartphone
Para se proteger contra a falha, o usuário deve acessar as configurações do sistema e instalar as atualizações pendentes. – Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock

Prazo para atualização e recomendação de segurança

A determinação da CISA também serve de alerta para usuários brasileiros: aparelhos da Apple que ainda não receberam as correções continuam vulneráveis à exploração da falha. Por isso, é importante verificar se há atualizações pendentes no iPhone, iPad ou Mac e instalá-las para proteger os dispositivos.

Valdir Antonelli
Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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