Black Friday: veja como evitar golpes e comprar com segurança

A Black Friday já se enraizou na mentalidade do Brasileiro, e onde há pessoas com dinheiro na mão, há golpistas de olho nele; veja a seguir alguns dos riscos desta época do ano e como se prevenir

Rafael Rigues, editado por Cesar Schaeffer 19/11/2020 10h19
Black Friday
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Antes um evento exclusivo do varejo nos EUA, a Black Friday já se enraizou na mentalidade do Brasileiro. Todos aguardam ansiosamente a quarta sexta-feira do mês de novembro, esperando um desconto incrível para adquirir aquele produto no qual estão de olho faz um tempo.


E neste ano a movimentação ao redor desta data deve ser ainda maior. “De acordo com dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), as vendas online devem crescer 77% em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo R$ 6,9 bilhões. A explicação para o aumento tem a ver com a pandemia e a adesão de novos hábitos de consumo pelos brasileiros, que passaram a realizar compras em ambientes virtuais com mais frequência”, diz Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil, fintech brasileira que atua no processamento de pagamentos.

Mas onde há pessoas com dinheiro na mão, há golpistas de olho nele. É preciso conter o entusiasmo e prestar atenção às ofertas, para que aquela pechincha não se torne uma tremenda dor de cabeça. Veja a seguir alguns dos riscos desta época do ano, e como se prevenir.

Black Fraude

O primeiro risco ganhou até um apelido entre os consumidores brasileiros: “Black Fraude”. O nome é referência à prática desonesta de alguns lojistas de aumentar o preço de um produto algumas semanas antes da Black Friday, para oferecer na data um “desconto” maior que, na verdade, não existe: o produto tem o mesmo preço, ou é até mais caro, do que em meses anteriores.

É o famoso “tudo pela metade do dobro”. O melhor remédio contra isso é acompanhar a evolução do preço dos itens que mais lhe interessam, para que você possa identificar rapidamente uma falsa oferta.

Felizmente, existem serviços que automatizam a tarefa. Um deles é o Olhar Digital Ofertas um plugin para seu navegador que compara os preços em múltiplas lojas, analisa a variação ao longo do tempo, testa automaticamente cupons de desconto e alerta quando um produto chega a um preço que lhe interessa. O plugin monitora mais de 30 lojas em todo o Brasil, sem acessar seus dados pessoais e sem afetar a velocidade de navegação.

Reprodução

Comparação de preços de um item nos últimos 60 dias na Olhar Digital Ofertas. O menor preço de hoje é quase R$ 400 maior do que há um mês.

Outra opção é o Black ou Fraude, da Reduza, que ajuda a evitar outro golpe: o frete abusivo. Não é raro um lojista oferecer um grande desconto no produto, mas compensar a diferença aumentando proporcionalmente o custo do frete. Atraído pelo preço baixo, o cliente muitas vezes nem percebe a prática. Além do preço do produto, o site compara também o preço do frete.

Falsas promoções

Mas pagar mais caro é o menor dos males, já que ao menos você recebeu o produto. Há coisas piores: segundo Rafael Sampaio, Country Manager da Etek NovaRed, “a principal ameaça é ser vítima de um golpe baseado em um e-mail, sms, telefonema ou WhatsApp fraudulento. Como é uma época em que todos mandam mensagens oferecendo promoções, os cibercriminosos aproveitam esta época para promover este golpe. Então, você recebe na sua caixa postal um e-mail (quase) perfeito de uma marca bastante conhecida, te oferecendo um desconto imperdível”.

A partir daí duas coisas podem acontecer. “Você vai lá clica e um malware se instala na sua máquina, e a partir deste ponto mil coisas ruins podem acontecer”, diz Sampaio. Ou então a vítima pode cair na segunda parte do golpe: a loja falsa.

Segundo Germer, “um tipo de crime muito comum são as páginas de e-commerce falsas, onde o fraudador cria uma página de produto idêntica ao de um grande varejista, porém em outro domínio. Sem perceber a diferença e acreditando estar realizando a compra em uma loja confiável, o usuário faz o pedido e, em seguida, recebe no seu e-mail um boleto fraudado”.

“É preciso ficar atento aos detalhes na hora de realizar um pagamento”, complementa. “Todo boleto emitido é registrado pelo banco emissor na Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), com dados do beneficiário e do pagador. Os consumidores têm que se certificar de que o nome do beneficiário e o CNPJ estão no nome da loja ou da processadora de pagamentos utilizada pelo e-commerce. Também é necessário evitar ao máximo 'varejistas' com a intenção de finalizar a compra em aplicativos de conversas, para tentar convencer o cliente a fazer uma transferência bancária com um desconto imperdível”.

Reprodução

Preste muita atenção às "ofertas imperdíveis" que chegam por e-mail. Quando a esmola é grande, o santo desconfia. Foto: David MG/Shutterstock

Uma terceira possibilidade é uma loja falsa oferecer a possibilidade de pagamento via cartão de crédito. O pagamento, entretanto, não ocorre: a página é projetada para capturar as informações do cartão, que depois pode ser “clonado” e usado em compras a favor dos malfeitores, gerando prejuízo para a vítima.

Caí em um golpe, o que fazer?

“A primeira coisa é verificar o impacto. Entre em contato com a marca que está associada ao golpe e relate o ocorrido para que eles tenham ciência e possam tomar medidas imediatas”, diz Sampaio.

“Fique atento às despesas indevidas em seu cartão de crédito ou débito, ou peça logo a troca informando ao banco sobre um possível vazamento. Finalmente, colete o máximo de informação que puder (capturas de tela, por exemplo), documente e faça um BO em uma Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos na sua região, via internet”, complementa.

Dicas para se proteger

  • Desconfie de preços muito baixos: o principal golpe é oferecer produtos incríveis a preços impossíveis, muitas vezes em uma promoção que acaba em alguns instantes. A intenção é apelar para o “medo de perder” da vítima, e evitar que ela tenha tempo de analisar a oferta e perceber o golpe.
  • Desconfie de lojas que oferecem pagamento apenas no boleto. Nesta modalidade de compra, é muito mais difícil para uma vítima reaver seu dinheiro.
  • Muitos bancos oferecem a possibilidade de gerar um número de cartão de crédito virtual, que substitui o real no momento da compra. Use-o. Assim, se o seu cartão for clonado, você pode simplesmente cancelar o número virtual sem passar pelo incômodo de ter que cancelar o número real e emitir um novo cartão.
  • Confira o link da promoção: observe se o link tem o domínio oficial da loja. Preste muita atenção a substituições comuns, como “submarin0” no lugar de “submarino”, “lojamericanas” no lugar de “lojasamericanas”, etc. Elas são uma deixa certeira do golpe, mas muitas vezes passam despercebidas. Na dúvida, visite o site do estabelecimento diretamente e pesquise pelo item.
  • Analise o nome da página ou o perfil que divulgou a promoção: esses golpes são cada vez mais comuns nas redes sociais. Confira se é a página ou perfil oficial da loja que está anunciando. Novamente, cuidado com as substituições.
  • O cadeado (HTTPS) não é garantia de idoneidade da loja: sites com selos de segurança garantem o sigilo dos dados, não sua confiabilidade. Muitos endereços clonados têm URLs com protocolo HTTPS.

 


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