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Há anos, empresas vêm tentando substituir os ânodos de grafite presentes nas baterias de íon-lítio por versões feitas de silício. Em teoria, essa mudança faria com que veículos elétricos, por exemplo, tivessem maior autonomia com apenas uma carga.
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Um exemplo dessa eficácia está sendo criado pela empresa Enevate, de Irvine, na Califórnia. A companhia criou uma espécie de filme poroso feito principalmente de silício puro. O projeto, feito por Benjamin Park, além de ser barato, pode levar um veículo elétrico a ter 30% mais alcance do que se usasse uma bateria normal. Eles ainda prometem que, com uma carga de apenas cinco minutos, o carro elétrico consiga trafegar por até 400 km.
Se a tecnologia for adotada pela indústria, ela pode representar um salto gigantesco para o barateamento da produção dos veículos elétricos. Atualmente, quando as baterias íon-lítio são carregadas, os íons se movem do cátodo para o ânodo. Quanto mais íons o ânodo puder reter, maior será sua capacidade de energia e mais tempo a bateria poderá funcionar.
Uso do silício
Em teoria, o silício pode conter até dez vezes mais energia do que o grafite. Mas também se expande e contrai drasticamente, se desfazendo após vários ciclos de carga. Para contornar isso, alguns fabricantes, como a Tesla, adicionam apenas um pouco de silício ao pó de grafite, justamente para evitar problemas.
Após essa adição, o pó é misturado com um plástico chamado aglutinante e é revestido com uma fina folha de cobre para formar o ânodo. A Enevate não usa aglutinantes de plástico. Em vez disso, um processo criado pela própria empresa cria o filme de silício poroso superfino diretamente em uma folha de cobre.
Esse processo não requer silício de alta qualidade; portanto, ânodos desse tipo custam menos que seus equivalentes de grafite com a mesma capacidade. Toda a estrutura montada pela Enevate faz com que seja possível carregar até 75% de uma bateria em apenas cinco minutos, sem causar danos a ela.
As técnicas de criação da empresa podem produzir ânodos de silício com rapidez suficiente para a fabricação em massa da tecnologia. Por esse motivo, a Enevate informa que trabalha atualmente com várias empresas automotivas para aplicar sua criação em carros elétricos até 2025.
Via: Spectrum