Automação

Pesquisador prevê o 'fim do mundo como conhecemos'; entenda

Guilherme Preta, editado por Matheus Luque 10/12/2019 13h38
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Pesquisador da Universidade de Tel Aviv prevê que a automação das funções vai mudar drasticamente o mundo

À medida que os empregos forem se tornando mais automáticos, a divisão entre os mais ricos e os mais pobres vai crescer. Junto com isso, qualquer noção de classe média confortável vai desaparecer. Segundo Roey Tzezana, pesquisador futurista da Universidade de Tel Aviv, em Israel, isso constrata com o argumento de que novos empregos vão surgir à medida que outros desaparecem. A hipótese de Tzezana indica um quadro sombrio para a economia mundial.


Tzezana argumenta que os empregos que tendem a sobreviver à automação têm salários mais baixos. Isso significa que, conforme as empresas geram mais riqueza, parte minúscula dela vai parar nos bolsos dos trabalhadores. Em vez disso, mais pessoas ficam presas vivendo de salário em salário, mesmo que as taxas de desemprego sejam tecnicamente baixas.

“Este número é o fim do mundo para as pessoas comuns”, disse o pesquisador sobre a crescente diferença entre produtividade e salário. “Isso reflete uma imagem bastante deprimente: o estado e a economia estão avançando, mas os trabalhadores quase não estão se beneficiando com esse progresso e são deixados para trás. É quase uma catástrofe”.

O resultado final disso? Uma sociedade definida por bolsões de extrema riqueza, mas dominada por pessoas que mal têm o suficiente para sobreviver.

Via: Futurism

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