Asteroide passa a 42 mil km da Terra e com velocidade de 78 mil km/h

Apesar da proximidade, corpo rochoso 2020 UF3 não representou perigo ao planeta

Thais Reis, editado por Daniel Junqueira 26/10/2020 14h17
Asteroid 2020 UF3
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A rocha espacial conhecida como 2020 UF3 passou, recentemente, a cerca de 42 mil km da Terra e voando a uma velocidade de 78 mil km/h. De acordo com o Virtual Telescope Project, a proximidade do asteroide representou apenas 11% de toda a distância entre a Lua e a Terra. 


Segundo o Virtual Telescope Project, o asteroide em questão é considerado o mais veloz que o grupo astronômico já foi capaz de observar.  

Proximidade não representa risco ao planeta

O projeto afirmou, ainda, que o asteroide está se movendo a velocidades extremamente rápidas no céu e até estabeleceu um recorde.

De acordo com dados da Nasa, o referido asteroide estava voando a uma velocidade inesperada de 78 mil km/h.

O corpo rochoso teria cerca de 5,7 a 13 metros de largura e foi previamente descoberto pela pesquisa oficial Mt. Lemmon, em 21 de outubro. Este asteroide foi capaz de atingir sua distância mínima da própria Terra em 22 de outubro de 2020 exatamente às 22:17 UTC (19h17, no horário de Brasília). 

Reprodução/  Virtual Telescope Project

Asteroide 2020 UF3 de 42 mil km de distância da Terra. Imagem: Reprodução/  Virtual Telescope Project.

Além disso, o Virtual Telescope Project esclareceu que este corpo rochoso em particular não oferece riscos em nenhum nível para o nosso planeta. Também revelou que, mesmo se o asteroide tivesse de fato colidido com a Terra, ele queimaria na atmosfera, pois tem 13 metros de tamanho.

Asteroide classificado como um NEO

A Nasa designou o referido Asteroide como um NEO ("Near Earth Object", ou objeto próximo da Terra), por alcançar proximidade com o planeta. Os NEOs possibilitam que a Nasa e outras agências espaciais possam estudar toda a história do sistema solar.  

Segundo a agência espacial americana, os NEOs conhecidos são, na verdade, cometas e asteroides empurrados pela enorme atração gravitacional dos planetas próximos em órbitas que lhes permitiram viajar pelo espaço vizinho ao nosso planeta.  

O interesse científico em cometas e asteroides se deve, em grande parte, ao seu próprio status, como fragmentos remanescentes relativamente inalterados do processo de formação do sistema solar que aconteceu há 4,6 bilhões de anos no passado.

A observação de NEOs permite aos astronautas observarem materiais extraterrestres mais de perto.

Fonte: Techtimes

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