Fogo

Astronautas vão acender fogo na ISS pela primeira vez

Fabrício Filho, editado por Maria Lutfi 05/12/2019 19h00
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SpaceX vai realizar simulações com picos de chamas para entender como o fogo se comporta na microgravidade, o que, entre outras coisas, ajudaria a construir prédios mais resistentes a incêndios

Elon Musk, CEO da SpaceX, autorizou a realização de alguns experimentos na Estação Espacial Internacional (ISS) a partir desta quinta-feira (5). Um deles vai possibilitar astronautas acenderem fogo pela primeira vez dentro de uma nave a 400 quilômetros de distância da Terra. O objetivo é compreender como o fogo age na microgravidade. 


O experimento, chamado "Combustão Confinada", concentrará chamas acesas dentro da própria estação, através de uma pequena amostra de combustível. O fogo será mantido durante seis meses pelos astronautas, que usarão paredes artificiais para criar câmeras dentro do pequeno túnel de vento. Desta forma, eles vão conseguir manipular a direção e a velocidade com que o elemento se propaga (entre 2,5 e 10 centímetros por segundo). 

Por meio dos resultados conquistados, cientistas podem entender melhor a maneira que o fogo se move e o que ocorre quando existem obstáculos em seu caminho. Este conhecimento teria impacto significativo na vida dos humanos, pois ajudaria os engenheiros a desenvolverem prédios mais resistentes a incêndios. Além disso, as informações coletadas podem ajudar a prevenir futuros acidentes com fogo em missões na ISS ou em outras naves espaciais. 

Gravidade 

Na Terra, o fogo é mantido aceso por causa da gravidade, que empurra o ar frio para baixo e cria um ciclo de convecção que alimenta as labaredas com um novo oxigênio. No entanto, sem a força da natureza, as chamas se tornam mais imprevisíveis. 

Apesar de o feito ser inédito dentro da ISS, o mesmo não pode ser realizado em outras naves espaciais. Entre os anos de 2016 e 2017, um projeto de testes da NASA chamado Saffire realizou experiências com fogo em uma nave Cygnus desocupada, que já tinha finalizado suas missões na ISS e seria deixada para queimar na atmosfera. 

Os resultados concluíram que as chamas eram possíveis na microgravidade, mas se espalhavam mais devagar em comparação com aquelas propagadas na gravidade. 

 

Via: Uol

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