Lua e Vênus

Calendário astronômico de abril: veja quando ficar de olho no céu

Rafael Rigues 31/03/2020 15h03
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Quem se interessa pelo espaço não vai tirar os olhos do céu durante o mês de abril. Saiba quando e em que direção olhar para observar os principais eventos astronômicos do mês.

Abril será um verdadeiro prato cheio para quem se interessa pelo espaço: a maior e mais brilhante superlua do ano, uma missão para a ISS, três conjunções entre a Lua e planetas, uma chuva de meteoros e a aparição mais espetacular de Vênus durante todo o ano são motivos mais do que suficientes para não descolar os olhos do céu.


Veja a seguir nossa lista com os principais fenômenos do mês. Vale lembrar que todos os horários e direções mencionados neste artigo tem como base um observador em Brasília, e podem variar de acordo com sua localização no país.

7 de abril: o mês começa em grande estilo com a maior e mais brilhante superlua do ano, conhecida nos EUA como “Super Pink Moon”. Mas calma! apesar do apelido, ela não é cor de rosa: ela é chamada assim por causa de uma planta selvagem dos EUA, a Phlox Subulata, que tem flores róseas e floresce nesta época do ano.

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Assim como no mês passado, você não precisa de nenhum equipamento especial para observar a superlua. Bastam céus claros e uma boa visão do horizonte quanto ela estiver surgindo (a partir das 18:20), já que o contraste com prédios e árvores faz com que ela pareça ainda maior. Olhe para o leste.

9 de abril: lançamento da Soyuz MS-16 a partir de Baikonur, no Cazaquistão. A espaçonave levará a bordo os astronautas Chris Cassidy, Anatoli Ivanishin e Ivan Vagner, da 63.ª Expedição (Expedition 63) à Estação Espacial Internacional (ISS). O lançamento acontecerá às 05:05 da manhã, horário de Brasília, e será transmitido via Internet.

14 de abril: conjunção da Lua com Júpiter. Isso significa que Júpiter aparecerá no céu “pertinho” da Lua. O par será visível a olho nu partir das 00:00 até as 06:00, olhe para o leste. Plutão também estará ali pertinho, mas devido à sua distância não é visível a olho nu.

15 de abril: agora é a ver de Saturno ficar em conjunção com a Lua. O par será visível a olho nu partir das 00:24 até as 06:05, olhe para o leste.

16 de abril: desta vez é Marte que estará em conjunção com a Lua. O par será visível a olho nu a partir da 01:04, quando surge no horizonte, até as 06:04. Saturno, Júpiter e Plutão estarão logo acima da Lua, o que torna esta uma ótima oportunidade para ver vários objetos de uma vez só. Olhe para o leste.

Além da conjunção, também é neste dia que a espaçonave Soyuz MS-15 irá retornar à Terra com os astronautas Andrew Morgan e Jessica Meir, dos EUA, e Oleg Skripochka, da Rússia. O evento será transmitido ao vivo via internet

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Jessica Meir, em uma selfie "épica" feita do lado de fora da Estação Espacial.

21 e 22 de abril: pico da chuva dos meteoros Líridas, que tem esse nome pois parecem emanar da constelação de Lira. Na verdade, são originados de uma “nuvem” de fragmentos do cometa Thatcher, que a Terra travessa anualmente nesta data.

Os meteoros serão visíveis a partir do dia 16 de abril, sempre a partir das 22:50, mas é nos dias 21 e 22 que a “chuva” será mais intensa. Olhe para o leste. O melhor horário é por volta das 04:00, quando o radiante (ponto de “origem” dos meteoros”) estará em seu ponto mais alto no céu.

O fenômeno pode se observado a olho nu, mas é recomendado evitar ambientes urbanos, já que a luz artificial pode ofuscar o brilho dos meteoros. Quanto mais escuro, mais visíveis eles serão.

26 de abril: mais uma conjunção entre um planeta a Lua. Dessa vez com Vênus, popularmente conhecido como a “estrela vespertina” ou “estrela d’alva”. O par poderá ser visto a olho nu entre o pôr do sol, às 18:10, até as 20:21. Olhe para o noroeste.

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Nesta época do ano, Vênus é o terceiro objeto mais brilhante no céu noturno

28 de abril: o mês que começou com a Lua mais brilhante do ano termina com a aparição mais brilhante de Vênus. O planeta será visível a olho nu na direção noroeste a partir do pôr do sol, por volta das 18:00, até as 20:20, quando desaparece no horizonte.

O ideal é que você esteja em um local com um visão “desimpedida” do horizonte, seja no ponto mais alto de sua cidade ou em um campo aberto, já que o planeta não estará muito “alto” no céu.

Como se orientar

Para facilitar a orientação e saber em que direção olhar, é importante identificar os principais pontos cardeais. Para isso, você pode usar um velho truque ou um app em seu celular.

O velho truque é baseado numa frase que você deve ter aprendido na escola: “o sol nasce a leste e se põe a oeste”. Fique em pé e estique os braços, com o direito apontando para o nascente, e o esquerdo para o poente. Então você terá o leste à direita, o norte à frente, o oeste à esquerda e sul atrás de você.

Quanto ao app, existem inúmeras opções. Quem usa um iPhone não precisa de um app extra, basta usar o “Bússola”, que é parte do iOS.

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Apps de Bússola para o Android e iOS.

Para Android minha recomendação é o “Apenas uma bússola”, da PixelProse SARL, que é bonito, simples, gratuito e, mais importante, sem anúncios. Além da direção em que o celular está apontando, ele também indica o horário do nascer e do pôr do sol, sua altitude e até a intensidade do campo magnético próximo ao aparelho. Tudo isso em uma tela só. 


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