Cápsula japonesa com pedaços do Ryugu pousará na Terra em dezembro

Se tudo correr conforme o planejado, pouso será feito na Austrália em 6 de dezembro; missão coletou materiais do asteróide em duas oportunidades

Guilherme Preta, editado por Fabiana Rolfini 16/07/2020 10h44
Superfície do asteroide Ryugu
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A Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (JAXA) solicitou uma “Autorização de Retorno de Objeto Espacial Lançado no Exterior (Arolso)” para a cápsula que vai trazer à Terra o material coletado do asteroide Ryugu. Se tudo correr conforme o planejado, o pouso vai acontecer em 6 de dezembro na Austrália, contando com parceria da agência espacial local.


A Hayabusa2, nave que está na missão, foi lançada em dezembro de 2014, e chegou ao estranho asteroide em junho de 2018. A sonda realizou diversas medidas do objeto espacial. Enquanto isso, em dois momentos distintos, coletou material da superfície do Ryugu. A primeira foi em fevereiro de 2019, enquanto a segunda, em julho do mesmo ano, pegou material de uma área que foi previamente atingida por uma bala de cobre.

A jornada de volta à Terra começou em novembro de 2019. Desde o início, a intenção era que uma pequena cápsula pousasse na Austrália em dezembro de 2020. Portanto, o anúncio solidifica esse objetivo e registra uma data específica para isso.

Reprodução

Imagem da superfície do Ryugu. Foto: JAXA

Os cientistas planetários estão ansiosos para estudar o material coletado. Isso porque ele pode dar uma ideia melhor sobre a formação e a evolução de asteroides, além de como o papel das rochas espaciais ricas em carbono pode ter ajudado no avanço da vida na Terra.

Asteroides assassinos

Cientistas espaciais sempre pensam em novas maneiras de evitar mais um impacto destrutivo de asteroides na Terra, como o uso de foguetes poderosos. Agora, a mais recente ideia é amarrar o asteroide “assassino” em outro e, desta forma, fazer com que os dois se afastem do planeta, assim como alguém que tropeça, com os cadarços amarrados.

Uma pesquisa sugere que conectar dois asteroides com o mesmo tipo de cordão usado para juntar satélites mudaria o centro de gravidade do sistema o suficiente para alterar o seu curso com segurança. A Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, realizou simulações e descobriu que seria possível desviar o asteroide Bennu com o método.

Via: Space

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