Cientistas sequenciam genoma que regenera partes do corpo de salamandra

Código genético do animal pode ajudar pesquisadores a desenvolverem terapias para medicina humana

Colaborador Externo, editado por Liliane Nakagawa 06/08/2020 06h00
salamandra
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Cientistas da Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, sequenciaram, pela primeira vez, o genoma do axolotl (também conhecido como axolote ou axolotle), uma espécie de salamandra capaz de regenerar partes de seu corpo após lesões.


Agora, com o código genético do axolote em mãos, os pesquisadores acreditam que deram um passo adiante na medicina humana. A intenção é desenvolver tratamentos genéticos para que pessoas possam regenerar membros e reverter danos, assim como as salamandras.

"É difícil encontrar uma parte do corpo que eles não possam se regenerar: os membros, a cauda, a medula espinhal, os olhos e, em algumas espécies, as lentes, até metade do cérebro tem se mostrado regenerada", explicou Randal Voss, um dos cientistas que participou do estudo.

 

Reprodução

Código genético de axolotes pode ser a chave para regeneração de membros humanos. Imagem: MelixGX

Embora sequenciar genomas humanos tenha se tornado algo comum, os pesquisadores precisaram desenvolver novas técnicas para obter o código genético do axolotle, que é dez vezes maior que o nosso.

"Apenas alguns anos atrás, ninguém achava possível montar um genoma de mais de 30 GB", afirmou Jeramiah Smith, biólogo e também parte da equipe que promoveu o estudo. "Agora, mostramos que é possível usar um método econômico e acessível, que abre a possibilidade de sequenciar rotineiramente outros animais com grandes genomas", acrescentou.

Com esse recurso, a equipe de cientistas pretende começar a investigar a sequência completa do DNA das axolotes para entender como exatamente esses animais desenvolvem habilidades regenerativas.

"Agora que temos acesso a informações genômicas, podemos realmente começar a investigar as funções do axolotle e aprender como eles são capazes de regenerar partes do corpo", disse Voss. "Esperamos que um dia possamos traduzir essas informações para terapia humana, com possíveis aplicações para lesões na medula espinhal, acidente vascular cerebral, reparo das articulações... O céu é realmente o limite", completou.

 

Via: Futurism

 

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