Siga o Olhar Digital no Google Discover
A astrônoma da Universidade do Arizona, Christina Williams, seguiu um rastro de luz até descobrir, acidentalmente, uma galáxia oculta. “Foi muito misterioso, porque a luz não parecia estar ligada a nenhuma galáxia conhecida”, explicou ela.
Ofertas
Por: R$ 36,21
Por: R$ 24,96
Por: R$ 9,90
Por: R$ 5,86
Por: R$ 113,70
Por: R$ 6,90
Por: R$ 37,92
Por: R$ 22,59
Por: R$ 59,95
Por: R$ 3.099,00
Por: R$ 3.324,00
Por: R$ 799,00
Por: R$ 241,44
Por: R$ 388,78
Por: R$ 2.159,00
Por: R$ 188,99
Por: R$ 45,00
Por: R$ 379,00
Por: R$ 1.239,90
Por: R$ 943,20
Por: R$ 798,99
Por: R$ 199,00
Por: R$ 476,10
Por: R$ 1.139,05
Por: R$ 949,00
Por: R$ 119,90
Por: R$ 398,99
Por: R$ 79,90
Por: R$ 199,90
A curiosidade sobre as luzes levou Williams a descobrir uma galáxia que existe desde o início do Universo, há 12,5 bilhões de anos, o que significa que a luz desse local demorou todo esse tempo para percorrer o caminho até a Terra.
“Quando vi que esta galáxia era invisível em qualquer outro comprimento de onda, fiquei muito empolgada porque significava que provavelmente estava muito longe e escondida por nuvens de poeira”, disse a astrônoma.
Ela explica ainda que a luz foi provavelmente causada por partículas de poeira aquecidas pelas estrelas que se formam dentro da galáxia. Contudo, essas próprias nuvens de poeira obscureceram as estrelas, o que tornou a própria galáxia invisível para nós.
Os pesquisadores compararam isso a descoberta de um conjunto de pegadas pertencentes ao monstro mítico Yeti, porque até agora, devido à falta de dados, os astrônomos não sabiam que poderiam existir. E, por ser inédita, sua análise é essencial para estudos científicos sobre a formação de galáxias no Universo.
Ivo Labbé, co-autor do estudo na Universidade de Tecnologia Swinburne, disse que a galáxia possui tantas estrelas quanto a Via Láctea, mas é mais ativa que a nossa, formando 100 vezes mais estrelas. Porém, ainda falta descobrir se o achado foi apenas sorte, ou se existem muitas outras galáxias antigas e escondidas.
“Essas galáxias ocultas são realmente intrigantes; fazem você se perguntar se isso é apenas a ponta do iceberg, com todo um novo tipo de população de galáxias esperando para ser descoberta”, disse Kate Whitaker, co-autora e professora assistente da Universidade de Massachusetts Amherst.
Williams acredita que o Telescópio Espacial James Webb da Nasa, com lançamento previsto para 2021, será uma ferramenta essencial para o estudo dessas galáxias. “”O JWST poderá olhar através do véu de poeira para que possamos aprender quão grandes são realmente essas galáxias e quão rápido elas estão crescendo”.
Via: CNN