Físicos explicam deficiência de matéria escura em par de galáxias

Estudo da Universidade da Califórnia, Riverside, também pode ajudar a explicar a natureza da misteriosa massa

Da Redação, editado por Daniel Junqueira 09/09/2020 19h13
Matéria Escura 2
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Físicos da Universidade da Califórnia em Riverside, nos Estados Unidos, lançaram um estudo que pode explicar a deficiência de matéria escura em duas galáxias, NGC 1052-DF2 e NGC-1052-DF4, distantes em cerca de 65 milhões de ano-luz da Terra.


A pesquisa, liderada por Hai-Bo Yu, professor de física e astronomia da universidade, explica que galáxias visíveis por telescópio costumam ter uma áurea de matéria escura, que as cercam e mantém as suas forças gravitacionais unidas. No entanto, observações do par NGC 1052-DF2 e NGC-1052-DF4 mostraram que o par possui níveis baixos de matéria, desafiando o entendimento dos cientistas sobre o processo de formação galáctica.

Usando simulações, os físicos descobriram o motivo da deficiência: tanto NGC 1052-DF2, quanto NGC-1052-DF4, são galáxias satélites de outra galáxia, denominada NGC-1052, que absorve a matéria escura por um processo conhecido como “remoção por maré”. Isso acontece porque o par não possui força gravitacional suficiente para “segurar” esses materiais, que acabam na galáxia principal.

Teorias sobre a matéria escura

Acredita-se que a matéria escura constitui cerca de 85% do universo. Ela não absorve, reflete ou emite luz, o que a torna difícil de detectar.

Sua origem é bastante debatida entre cientistas. São duas teorias principais: a primeira, conhecida como CDM (Cold Dark Matter, ou Matéria Escura Fria, em tradução livre), afirma que as partículas de matéria escura não colidem além da gravidade de uma galáxia. Uma segunda teoria, nomeada SIDM (Self-interacting Dark Mattery, ou Matéria Escura Auto-interativa, em tradução livre), diz que as partículas de matéria escura se colidem violentamente na “áurea” de uma galáxia, perto de seu centro.

Reprodução

A natureza da matéria escura ainda é teorizada por especialistas. Créditos: Marcel Drechesler/Shutterstock

Para o professor Yu, a descoberta sobre a “remoção por maré” entre as 3 galáxias estudadas favorece a segunda teoria.

“Uma ‘áurea’ explicada por CDM costuma continuar massiva, mesmo após uma situação de ‘remoção por maré’”, afirmou Yu.

O grupo de físicos pretende continuar as pesquisas sobre a galáxia NGC-1052 para entender melhor a natureza da matéria escura.

Fonte: Phys.org

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