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Nebulosa solar

Grão pré-solar em meteorito pode mudar conhecimento da origem do Sistema Solar

Nina Gattis, editado por Liliane Nakagawa 29/01/2020 19h01
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O Fragmento em questão é constituído de elementos que, em tese, não suportariam a temperatura extrema do ambiente que antecedeu o nascimento do Sol

Um material peculiar encontrado dentro de um fragmento de meteorito pode modificar o que se sabia até então sobre a origem do Sistema Solar. Chamado de grão pré-solar, o material é uma partícula interestelar sólida formada antes do surgimento do Sol e, consequentemente, encontrada em meteoritos primitivos – exceto naqueles que são compostos pelo material desse meteorito em particular.


Segundo o artigo publicado por pesquisadores da Universidade de Washington (EUA), na revista acadêmica Nature Astronomy, o fragmento em questão é o Curious Marie, uma rocha proveniente do meteorito Allende e composta por inclusões ricas em alumínio e cálcio (CAI), algo que acreditava-se ser frágil demais para suportar as condições extremas de temperatura que existiam antes do nascimento do Sol.

Reprodução

“O que é surpreendente é o fato de os grãos pré-solares estarem presentes”, disse Olga Pravdivtseva, professora de pesquisa de física em Artes e Ciências e principal autora do estudo. “Seguindo nosso entendimento atual da formação do Sistema Solar, os grãos pré-solares não poderiam sobreviver no ambiente em que esses foram formados”.

Para entender com o que estavam lidando, a equipe utilizou assinaturas isotópicas de gases nobres da Curious Marie. O resultado foram 20 mg (bastante para a cosmoquímica) de grãos de carboneto de silício pré-solar (SiC).

“Foi lindo quando todos os gases nobres apontaram para a mesma fonte das anomalias: o SiC”, contou Pravdivtseva. “Não apenas vemos o SiC nos CAIs de grão fino, como também vemos uma população de grãos pequenos que se formaram em condições especiais. Essa descoberta nos obriga a revisar como vemos as condições nas primeiras nebulosas solares”.

A equipe de Pravdivtseva não foi a primeira a procurar pelo SiC em CAIs, mas foi a primeira a encontrá-lo. “Para mim, é como resolver um mistério”, concluiu a pesquisadora.

 

Via: Phys.org

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