Supernova extremamente brilhante é 100 vezes maior que o Sol

Explosão resultado da união de duas estrelas massivas que se fundiram é a maior luz já identificada por cientistas

Nina Gattis, editado por Cesar Schaeffer 13/04/2020 16h20
Supernova
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Apesar do nome, uma supernova é uma estrela que provém da morte de outra estrela. O evento que marca o fim e o início de uma era é uma explosão bastante brilhante e poderosa, contudo, cientistas de diversas universidades conceituadas detectaram uma supernova ainda mais forte do que qualquer outra.


Intitulada de SN2016aps, a supernova em questão tem seu brilho extremo justificado na união de duas estrelas massivas que se fundiram antes de explodir. O evento, que foi inspecionado por dois anos, surpreendeu tanto os pesquisadores que acabou rendendo um artigo dedicado publicado na revista científica Nature Astronomy.

"Em uma supernova típica, a radiação (ou luz observável) é inferior a um por cento da energia total. Mas na SN2016aps, descobrimos que a radiação era cinco vezes a energia de explosão de uma supernova de tamanho normal", explicou Matt Nicholl, astrônomo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, e coautor da pesquisa. "Esta é a maior luz que já vimos emitida por uma supernova", acrescentou.

De acordo com as observações, os cientistas identificaram que a supernova SN2016aps é 100 vezes maior que o Sol e cinco a 10 vezes maior que uma supernova comum.

Até esta descoberta, a ideia de que duas estrelas poderiam se fundir e dar origem a uma única e gigante supernova era apenas teórica.

Edo Berger, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e coautor do artigo, afirmou que a detecção da SN2016aps aconteceu na hora certa, visto que os telescópios da próxima geração podem ser usados para chegar a eventos semelhantes e criar verdadeiras máquinas do tempo no processo.

"Agora que sabemos que essas explosões energéticas ocorrem na natureza, o novo Telescópio Espacial James Webb, da Nasa, poderá ver eventos semelhantes tão distantes que podemos voltar no tempo para a morte das primeiras estrelas do universo", disse Berger.

 

Via: CNet

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