Vênus é um 'planeta russo', diz líder da agência espacial Roscosmos

Rússia enviou uma série de sondas ao planeta entre as décadas de 60 e 80, e foi o primeiro e único país a aterrissar com sucesso em sua superfície

Davi Medeiros, editado por Fabiana Rolfini 17/09/2020 10h28
Vênus
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A descoberta de fosfina na atmosfera de Vênus despertou o interesse da Agência Espacial Federal Russa, a Roscosmos. Durante um evento ocorrido na terça-feira (15) em Moscou, o chefe da agência, Dmitry Rogozin, chegou inclusive a definir uma nacionalidade para o planeta: russo, é claro.


O comentário faz referência às missões do programa espacial Venera, conduzido pela então União Soviética, que enviou dezenas de sondas a Vênus nas décadas de 60, 70 e 80.

Foi durante este programa que a primeira máquina construída por humanos, a Venera 3, pousou em outro planeta, em 1º de março de 1966.

"Nosso país foi o primeiro e único a pousar com sucesso em Vênus", lembrou Rogozin em entrevista citada pelo The Moscow Times.

Reprodução

Dmitry Rogozin, líder da Roscosmos. Imagem: Creative Commons

 

A sonda, contudo, sofreu uma falha no sistema de comunicação e não conseguiu cumprir seus objetivos. O motivo: o ambiente venusiano é um verdadeiro "inferno", nas palavras do próprio Rogozin.

Isso foi comprovado quatro anos mais tarde, em 1970, quando outra nave, a Venera 7, finalmente conseguiu fazer um pouso bem-sucedido por lá. Ela enviou dados de volta à Terra por apenas 23 minutos, antes de sucumbir às condições nada tranquilas do planeta.

A Nasa, por outro lado, sempre esteve mais interessada em Marte, embora tenha enviado uma sonda e um orbitador a Vênus em 1978, durante a missão Pioneer. Os dois objetos estudaram o planeta por mais de uma década, e foram inutilizados em agosto de 1992. 

Exploração de Vênus

Agora, EUA e Rússia planejam se unir na exploração de Vênus por meio do programa Venera-D, que enviará uma sonda ao planeta até 2031. Paralelamente, a Roscosmos anunciou que voltará a conduzir missões independentes ao mesmo destino.   

"Continuar a exploração de Vênus está nos nossos planos", afirmou Rogozin. "Primeiro, teremos o projeto Venera-D em cooperação com os americanos, mas também pretendemos enviar a nossa própria missão ao planeta, que consideramos russo e, por isso, não podemos ficar para trás".

De acordo com o líder da Roscosmos, os projetos de missões a Vênus estão incluídos no programa governamental de exploração espacial da Rússia para a próxima década, com execução prevista até 2030. 

Via: Futurism

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