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Woody Allen

Guia para a filmografia de Woody Allen (parte 1)

Sergio Alpendre, editado por Cesar Schaeffer 27/11/2019 15h11
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Entre as muitas facetas do diretor, conheça aquela que iniciou sua carreira - a de comediante

Parte 1: O comediante


São muitas as facetas do diretor norte-americano Woody Allen, para além daquela com que iniciou sua carreira, a de comediante.

Para orientar o leitor/espectador pela fascinante filmografia desse diretor veterano, pensamos em uma lista dividida em seis partes. Cinco delas contém as facetas mais marcantes. Uma sexta é representada por títulos que não ficariam confortáveis nas cinco anteriores, mas valem ser vistos.

As listas são intercambiáveis. Um filme que pertence a uma lista poderia estar na outra. Optei por não repetir para que mais filmes sejam representados.

Se o leitor sentir falta de algum filme que deveria estar nesta lista (Hannah e Suas Irmãs, por exemplo, ou Tiros na Broadway – na minha opinião os melhores dele), não me xingue que ele provavelmente aparecerá em outra lista.

Explicações feitas, vamos à primeira delas.

(em ordem cronológica)

Um Assaltante Bem Trapalhão (1969)

De uma fase mais ingênua do ponto de vista estético, Allen já provava que era um comediante nato, com muita influência do burlesco. A cena documental que mostra os pais de Allen disfarçando-se com a máscara de Grouxo Marx é impagável.

Bananas (1971)

Com uma história mais definida, mas ainda livre o suficiente para abusar de gags engraçadíssimas, Allen confirma-se, neste segundo longa, como um dos grandes comediantes a surgir após Jerry Lewis.

Tudo Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo... Mas Tinha Medo de Perguntar (1972)

Em sketches, e por isso desigual, mas extremamente talentoso. Os primeiros voos estéticos de Allen estão no episódio italiano, quando ele procura imitar o estilo visual de Antonioni e Fellini.

O Dorminhoco (1973)

Tido por muitos críticos como o melhor filme da primeira fase de Allen (1969-1975), a do humor físico, O Dorminhoco, quarto longa do diretor, é uma sátira de ficção científica com uma invejável noção de ritmo. Se o número de piadas é menor que nos dois primeiros filmes, a direção parece mais precisa.

Zelig (1983)

Não é um humor físico como os da primeira fase, mas mostra uma evolução incrível na direção de um humor intelectualizado, que vem bem a calhar neste que é um dos maiores falsos documentários da história do cinema.


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